Conto de fadas
Saudade da infância,
quando a árvore do jardim
era pequena, frágil.
Quando ao cair da tarde,
mamãe regava as flores
e eu, brincava na grama...
crianças brincavam na rua,
empinavam pipa,
jogavam bolinha de gude.
Saudade da infância,
brincadeira de boneca,
andar de bicicleta
e não pensar no futuro.
Mas o Tempo ( esse vilão),
sem dó ou piedade,
rouba-nos os momentos,
faz-nos adultos,
rouba-nos sonhos.
A pequena árvore cresceu, deu flores
mas e os sonhos da criança,
da menina,
da mulher?
Onde foi parar o Príncipe
Amado e Idealizado?
O Tempo ( esse tirano),
rouba-nos a ilusão,
mostra-nos a Verdade,
Realidade e Razão
de que o Príncipe Encantado,
desencantado da Vida,
tira os sonhos de menina,
que agora confundida,
entre o sonho e a prisão,
percebe que seu príncipe
não passava de um sapão.
( Publicado na antologia "Caminho dos Sentimentos " página 45 - ed. In House - da Associação dos Escritores e Artistas de Louveira - AEAL - outubro de 2008 )