DIA A DIA

A chaleira chia

sinto o aroma do café

que em seguida é servido,

com pão colonial, bem quentinho,

que saiu do forno do quintal.

Passa um indivíduo a cumprimentar

através da porta aberta do lugar.

Vamos entrar e sentar

o café está quentinho, diz a nona,

matriarca de todos,

que não se cansa de enfeitar

e alegrar este paraíso de lugar.

É minha cidade do interior,

a nona sabe dar valor

a tudo que a natureza lhe oferece,

faz tudo com amor e poesia,

curte o amanhecer,

o gorjear dos pássaros

os animais de todos os dias,

é uma poetisa do tempo e da alegria,

sua comida no fogão a lenha contagia.

Tudo é florido, tem cores,

inclusive a face dos indivíduos,

o sorriso demonstra sabores.