Chuva

A chuva que molha o corpo

Molha o lábio

Molha o torso

Que inunda

Que destrói

Mas que rega os lençóis

A chuva que me invade

Inebria toda a tarde

Traz o barro na cintura

Mas também o cheiro bom de chuva

A chuva que molha o rosto

Estiagem no deserto

No meu peito faz enchente

Rega folha

Faz semente

Ensopa a roupa da gente

Chova em mim

De modo brando

Ou tempestade com relâmpagos

Se nublado

Não me entristece

Chove em mim como uma prece

E de nós faz arco-íris

Enxurrada nos lençóis

Vaza água pela íris

O dilúvio está em nós

Juliana Bruns
Enviado por Juliana Bruns em 07/03/2023
Código do texto: T7735007
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