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Esperança

Insensíveis dizem, do chão não passa.
Mas, como eh triste ver que o poder escassa.

Pois sabemos como eh duro.
Sentir frio e tatear no escuro.

É uma angústia profunda dentro do peito.
Um nó no coração, um aperto.

A dor fica na mente gravada.
E não se consegue ânimo pra nada.

Os sonhos todos viram  pó.
Mergulhado, no pescoço uma mó.

Do fundo  olho pro alto do poço.
Sem escada nem corda que  tire desse sufoco.

As vistas devagar se  escurecem.
Nem  mesmo ar os pulmões recebem.

Quando a morte sutil  se avizinha.
Agarro desesperado ao fio da vida minha.

Mas esta, bem fraca, arrebenta.
Pois não há você, que a  ela sustenta.

Parece que  darei meu  último suspiro.
Pois é com dificuldade que  respiro.

Mas algo acontece de repente.
Sinto que a  primavera nasceu novamente.

Te vejo ao longe formosa.
Vem de  mansinho ao meu encontro,  glosiosa.

Abre com cordialidade seus braços.
E muda no meu rosto todos os traços.

Com força então você me abraça.
Me sinto livre como as pombas da praça.

Meus pulmões se enchem de ar.
Retorna  em mim o brilho no olhar.

Nunca mais  te deixarei escapar.
Pois com  toda minha força irei te agarrar.

Quando se cai, só resta subir.
Não há o de pé que não possa cair.

Pois aprendo como criança.
Firme ao seu lado, amiga, esperança.
J C Machado
Enviado por J C Machado em 20/12/2017
Código do texto: T6203908
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J C Machado
Londrina - Paraná - Brasil, 42 anos
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