Incerteza Que Não Cala
Cale este meu subconsciente,
Que é amargo e nada inocente.
Vista-me trapos de reis.
Apague as lembranças do que não sei.
Fardos da minha história.
Vozes que não silenciam a memória.
Desça-me do íntimo desta flor,
Já não há sentido à meu amor.
Ruídos que persistem em dizer.
Fatos passados quero esquecer.
Escolha que me induz ao erro.
Traços que revelam meus segredos.
A verdade é que eu sabia.
De outro "batimento" eu fugia.
Eu me iludo na contradição.
Só mentiras do malvado coração.
Triste som que me condena.
Levando-me de volta àquela cena.
Incerteza que me impede de andar.
Caminhos que não sei aonde dá
As dúvidas me deixam perdido.
Daqui em diante não sei pra onde sigo.
Maximiniano J. M. da Silva - Sábado, 12 de Maio de 2007