De Repente

 

Uma respiração ofegante

surpreendeu-me de repente

já que depois de um instante,

Não me via mais em seus braços tão contente.

 

Tão apaixonada eu me sentia,

porém você escolheu se afastar tão de repente assim

dando mais ouvido às suas autodepreciações e à agonia

do que ao nosso amor tão compreensível em mim.

 

Agonia e insegurança que tanto, de repente, às vezes, sinto

de não saber se sou a pessoa "certa" para ti,

mas por nos amar e querer nos ver felizes, não minto

que não impediria que nossa história prosseguisse daqui.

 

Mas, de repente, você o impediu,

minha escolha não permitiu,

o que tinha a dizer não ouviu

e por isso, tive que afogar tudo o se sentiu...

 

O que senti foi tão forte que isso me sufocaria.

Então, resolvi guardá-lo na gaveta da memória.

Afogá-lo assim, de repente, não sei se conseguiria

porque foi uma pessoa importante na minha história.

 

Porém, sempre soube que poderia amar de novo de repente,

não sendo de você (como você zombou do meu amor) dependente.

Me percebo querendo ser mais valorizada dando mais chance

a outra pessoa que queira se entregar de peito aberto a um romance.

 

Inteiros mais autoconfiantes, mais nos fortaleceríamos...

Aceitaríamos o quesito humano das nossas inseguranças, e assim, seguiríamos...

Mas se você não aceita e se auto recrimina sempre por isso em você,

não tem o que eu possa fazer... Então, Adeus! Rogo a dizer...

 

Partirei a minha história singela e singular seguindo,

descobrindo e me abrindo para outro que for se permitindo

viver o amor em toda a sua mais completa dimensão

numa autêntica, vulnerável e livre conexão de coração a coração.

 

Assim, não viveríamos de um quase fim

Conscientes do que escolhemos para você e para mim.

Aquilo que de repente poderia desmoronar

teria menor chance por tão sincero se tornar o amar...

 

Belíssima interação de Jacó Filho

 

PAIXÃO REPENTINA

 

Quando a sereia dos sonhos 

Encarna que passou perto

A paixão nos dá como certo.

Aquele amor que nem supomos 

Mas ganha corpo e invade 

Para que a vida nos agrade

E com serenatas a pretendida

Doamos na bandeja a nossa vida...

 

Amei!

Beatriz Nahas
Enviado por Beatriz Nahas em 01/03/2022
Reeditado em 26/10/2022
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