Dos sonhos





Quem há muito aprendeu à sonhar,
assim irá permanecer
enquanto a poesia se perde do olhar
no seu mundo que é feito de amar,
aprendeu a seguir sem você.

O amor está, é uma constante
da ilusão que nunca se afasta
único sentir, que nunca se desgasta.

Chove, as águas se vão rua abaixo,
a alma é sonho que se reinventa
o amor parou sem idade no tempo,
saudade é riacho,
chega à doer a ausência, que 
por si só, tenta, mas não aguenta.

Há um espaço profundo, que ao vazio
sem argumentos entrega-se, sem jeito.

Como folhas envelheço, a realidade 
está na sombra
das nuvens escuras, são lembranças
que de tantas, banham-se
na chuva, faz molhar a dor no  peito.

Resfriará a alma, mas as suas palavras
em respingos é o que me aquece.
A esperança se recosta no muro,
sabe que de nada adianta,
molha-se na chuva, e esquece o futuro.



 

Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 20/02/2021
Reeditado em 23/02/2022
Código do texto: T7189117
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