O MAL DE AMAR

Quando aos poucos o amor é ferido,

por arestas endurecidas de palavras tortas...

vai se decompondo em gemidos

ao sangrar poesias e outras coisas mortas.

Enforca-se doutros verbos mal ditos,

mal falados, que se lançam da língua indomada.

Que dançam sombriamente, como que num rito,

injustificado na trama de palavras maculadas.

O amor quando corrompido da insegurança alheia,

quando impelido a provar seu valor primitivo,

finda com a boca aberta na areia

e se condena, entregue ao próprio crivo.

Enfim! O amor quando ama a esmo

Endurece-se além do peito a palpitar

e num canteiro frio das sobras de si mesmo,

acaba por morrer do mal de mar.

Por: Paulo Teodoro oliveira

Teodoro Poeta
Enviado por Teodoro Poeta em 04/09/2020
Reeditado em 31/05/2022
Código do texto: T7054941
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