"Transponível,"
"É então possível que a razão de uma jovem seja frágil como o alento de um velho?"
(Hamlet) Ato IV, cena V
...
uma só, parte do parte desse passado
um eterno conto desses seus lábios
e se for, um ponto exato de pretender
a minha asas, que te respira, sempre quer ter
a mesma posição dos seus cabelos
a mesma insinuação nua, os seus espelhos
cada parte que te cantaria e cada possibilidade
a minha queda te espera pra curar essa vontade
eu ainda te exercito nos meus únicos gritos
eu te lembro em idéia preparada e depois, te existo
quase um conto das manhãs afogadas neste sol
quase a minha imprecisão de te querer, e só!
a minha cena de tragédias não levanta o nome
e a minha casa de passos, te segue e te tem fome
e insone,
te espera pra dormir.
...
parte Ii - "Breve."
da primeira via deste sonho..
da intempérie, que insiste em cair(e.aqui)
palcos.. sem letras ou falas.. mortas
na página. de um dia inteiro. de adeus
(ou porta)
qual breve ensaio(vago) que também não me seja..
da primeira via deste conto..
da intempérie que ainda insiste em (me)decair
ao lados incólumes por repartição à mente
à aurora. des.pertencida de um(corpo) coração
(e sempre)
à volta
à minha insistência por declínio-ar aos meus pés
ora, eu..
voo alto.
e somente
pra me jogar (e)de lá
(fé..)
quantas.. essas formas que não me excedem?
quantos brados que não dei, ora, por rumo-falha e lado-exclusão?
da primeira via deste ponto..
da intempérie que resiste à tela que te criei
à
morada do corpo, que teu sendo, ora, me vale..
(d'onde, penso que te sei..)
à parte disputada da tua mente por um punhado(caso) de toque
(sim)
de
fogo em pretensão à queda
(minha..)
do corpo que te cabe
do
acto-quimera que me tomba
quando você não me vem..
(quando você nao me soma..)
eu
sobrevivo em dias insanos
eu
espero o teu sopro pra poder respirar
(ou à estaca..)
de ti, por um teu lado livre qual(vento) me virá..
eu espero..
parte do teu sonho
somente.
por um tempo adentro de ti, que eu
(lá.)puder acordar..