Angustia

Na noite escura de um negro nume

As bordas do medo em min se consome

O corvo que passa resgata o costume

Da morte presente no vasto negrume

O frio que sinto me encrusta a pele

Na noite embaçada que a luz se repele

O que sobra da vida é a dor fustigante

Da falsa esperança que o dia se revele

O ceu esta liso sem nada ha brilhar

De frio a demencia começa a chegar

E nos versos que faço só rima a angustia

Da noite de trevas que custa passar

O lamente é constante no longo penar

Na noite do vale fria a congelar

Meu corpo exposto jogado a sorte

No ferro do frio esperando a morte

Que nas asas do corvo passeia pra lá e pra cá

Luis silva
Enviado por Luis silva em 19/06/2018
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