ADEUS, POESIA!
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Hoje, estou sem poesia,
despida,
pelada,
nua,
miseravelmente dentro de mim.
Meu coração ainda bate,
pulsa,
resiste.
Não sei porque,
nem sei por quem.
Seu alimento não mais existe,
despediu-se,
desistiu-me,
morreu!
Abraço meu silêncio eterno...
abraço-me.
Ninguém mais poderá me abraçar,
na imensidão do silêncio com que me cobri.
Adeus, poesia!
PS: Minha grande alegria é poder pronunciar-te. Continuarei pronunciando tua escrita bem alto, só para mim. Verso bom, mesmo que triste, não pode ser lido baixinho. Pronunciarei-te sempre, poeta. E mesmo assim, nunca me esgotarei.