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Repulso


Ela apenas disse sim, e junto a ele estava agregado seus nãos e os propósitos que a ele se vinculavam quase que inconscientemente....
-(Deveria ter pensado, pesado, eram estes seus propósitos? Foi seu inconsciente quem respondeu, e seus nãos nada fizeram?)


Não pôde negar seu contentamento diante de tal. Qual foi sua surpresa quando a sua frente se abriram as águas de um mar calmo, porem revolto em questões que preferiu camuflar no enquanto.
-(Demonstrou demais sua alegria, este mar a engoliu. Seus questionamentos afloraram, ou nunca de fato se camuflaram?)


Esperou tanto, quis tanto, como um cristal foi sendo lapidado, esperando o momento certo para ser ornamentado.... Teria algo ocorrido para esse desfecho? Ou já era descrito em escorpião?
Uma indagação em palavras, respondida sem eloquência, com a definição correta para não haver dúvidas... um teatro seria? Fia-se ?...
-(Sua espera está cansando; seu cristal quebrado; o final já era escrito, não era preciso indagar, as dúvidas permeavam, não notou pois parecia estar em palco)


“Viva o constante  por vir”.... assim ela pensou, ela já escreveu isso, não rotine...  Diante do imergir, ela teria ar... recluso ar...  seu casulo rompera? Ela está pronta pra se dividir, ou seria outra operação?
-(Não veio. Seus pulmões se encheram, mas foram de lágrimas, quase se afoga. Ela se multiplicou, e subtraíram-na de sua proteção)


Esperou por um navio, mercante, marcante, gigante... embarcou em jangada de vela.
Ela não quer escolher, abrem-se diante dela lagos, rios... na verdade são poços profundos...
Ela quer mar, ondular-se em águas largas... também profundas... claras, obscuras, palpáveis e desconhecidas, habitadas (veis) e inóspitas...
Ela quer atracar-se, sem âncora, ao sabor de onde for, não retroceder, mas sempre saber de onde partiu.
-(Foi a nado mesmo, e foi por isso que não conseguiu, pois o poço profundo com sua água negra, desoxigenada, não lhe permitiu navegar; não houve resgate, o lago estava seco. Não há nenhum farol. Desconhece sua partida)

Seus trilhos são de vidro, e ela não vai juntar mais cacos, propõe-se apenas a não criar mais relicários...
-(Está ferida, os cacos fincados em sua pele... do relicário, só a imaginação)


Ela (re) (sobre) vive...
-(Morre a cada dia)
Jacileia Cardoso
Enviado por Jacileia Cardoso em 08/10/2013
Código do texto: T4516558
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Sobre a autora
Jacileia Cardoso
Palmas - Tocantins - Brasil
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Jacileia Cardoso