Desalento
No meio-fio
da calçada,
sentado
sozinho
e ignorado,
o menino
de olhos verdes
e tristes,
sentia escorrer-lhe
pelas faces descoradas,
as lágrimas do abandono.
A vida não lhe fôra
boa mãe;
a mãe, há algum tempo
se fôra;
o pai, também,
bebido pela bebida.
O futuro negara-lhe
a cara.
A cara, era cara
de descrente;
descrente dos homens;
descrente do mundo;
mudo e caladamente
descrente!
Nascera em berço
esplêndido.
Esplêndido de tamanho,
esplêndido de promessas,
esplêndido de mentiras.
Esplêndido,
soberbamente esplêndido!
Nascera no Brasil,
terra dos políticos;
políticos de mentira,
que jamais foram
E S P L Ê N D I D O S .
Foto: Google imagens
No meio-fio
da calçada,
sentado
sozinho
e ignorado,
o menino
de olhos verdes
e tristes,
sentia escorrer-lhe
pelas faces descoradas,
as lágrimas do abandono.
A vida não lhe fôra
boa mãe;
a mãe, há algum tempo
se fôra;
o pai, também,
bebido pela bebida.
O futuro negara-lhe
a cara.
A cara, era cara
de descrente;
descrente dos homens;
descrente do mundo;
mudo e caladamente
descrente!
Nascera em berço
esplêndido.
Esplêndido de tamanho,
esplêndido de promessas,
esplêndido de mentiras.
Esplêndido,
soberbamente esplêndido!
Nascera no Brasil,
terra dos políticos;
políticos de mentira,
que jamais foram
E S P L Ê N D I D O S .
Foto: Google imagens