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Ame- se

Antes eu perguntava, quem sou eu?
Sou apenas parte da sua vida ou sou sua vida em pequenas partes?

Seu olhar que me mirava e me erguia do chão, me despia de toda vida, me arrancava toda e qualquer decisão sadia.

Mas isso tomou outra forma, o inverno se foi e com ele você.
Sabe quem decidiu te colocar no passado?
Euzinha!
Entre as fotos e os livros, entre o rádio de pilha e o antigo temor, lá estou eu, sorrindo na pintura a óleo mais linda que eu poderia merecer, faltava algo, sempre faltou com você, sabe o que?
O meu sorriso!

Sorriso que eu fiz questão de colocar em uma linda moldura, essa linda moldura que eu doscobri se chama rosto, meu rosto!

O melhor completo.
Me desfiz do seu cinzeiro de prata que enojava minha sala e fazia o fétido odor de cigarro se impreguinar no meu sofá, o livro que você me deu não me desfiz, amo coisas que o Saramago escreve, apenas peguei a caneta e rabisquei seus votos de mentiras e falsidade.

Hoje ando nas ruas e sinto a pele queimar ao sol, hoje me deito na minha cama e não sinto ela vazia sei que sou amada o suficiente para preencher uma cama por si só.

Ah se toda mulher soubesse o poder do auto amor, ah se toda mulher soubesse como é bom se olhar no espelho e não ter a dependência doente de ninguém.

- Amem-se!

Adilio Roza
Enviado por Adilio Roza em 18/10/2019
Código do texto: T6773125
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Adilio Roza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
59 textos (455 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/07/20 05:22)
Adilio Roza