A maçã poética do Paraíso

Outrora, chorava Adão versos solitários no paraíso.

Filho, dai-me uma das tuas preciosas costelas.

Farei dos teus tristes versos uma coisa mais bela.

Bondosa, a providência divina, assim dera-lhe um nome.

Escritas por linhas retas que se tornaram curvas, mulher.

Nascia a flor poesia no Jardim do Éden pra vestir o homem.

Dei-te um garfo, agora receberás de mim uma colher.

Que não chores mais versos tristes na tua casa-paraíso.

E quando voltares a tocar tua lira, não o faça como a um Narciso.

Adão, o lirista solitário, novamente renasceu...

Presente de Deus, se apaixonara por Eva.

O pecado nascera na carne das letras da poesia.

Quentes versos pelo corpo de Eva o amor escreveu...

Sorrindo a lua disse, sou a nova dona do dia.

Autor: Francisco de Assis Dorneles

ChicosBandRabiscando
Enviado por ChicosBandRabiscando em 04/01/2019
Reeditado em 04/01/2019
Código do texto: T6542692
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