TUMBEIROS

E entre as palavras da Amável Donzela,

Sempre, havia a Boa Intenção...

Transformando o Brinquedo de Meninos,

Em falsa Caridade,

Só o que sobrava era lágrimas no chão...

Mas em meio a dolorosa viagem,

Destino Feliz de brancos,

Início de martírio de negros...

Gritos de escárnios vinham do convés,

Preces chorosas vinham dos porões,

A quem devo rezar?

Jesus? Yoshua? Meu Allah...

Talvez a Graciosa Vingativa,

Possa na dor, me ensinar...

Na imensidão do amanhecer no mar,

Um marinheiro bêbado grita aos porões:

_Feliz Dias a Ti Pobrezinhos!

Que Allah faça desta embarcação meu túmulo,

Pois a Regeneradora, não virá nos salvar...

ELIZIO GUSTAVO MIRANDA DOS SANTOS
Enviado por ELIZIO GUSTAVO MIRANDA DOS SANTOS em 06/02/2017
Código do texto: T5903926
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