Todo dia 27

Sou assombrada pelo movimento da tua ausência

Desde que partisse eu tenho tentando me manter aqui

Nunca foi um problema partir

A o caos dentro de mim

E sua alma? Por onde vaga?

Me diga um horário, para eu conseguir, ir de encontro a ti

Ou somente quando eu morrer que iremos nos encontrar?

Talvez nem isso

Estou cada vez mais discrente

Estou tão morna , sem luz sem vida

Minha força esta sendo resumida , em relembrar sua partida

E tudo o que restou vai se desvaindo

Pouco a pouco, a cada instante

Não tenho sono ou fome

Me pergunto quando isso finalmente acaba

E o silêncio vai engolindo o pouco que tenho de mim

Me perdi não sei onde, acho que vendi minha alma

Quando aceitei migalhas e fui canalha

Não sou boazinha , na arte de viver sou mesquinha

É quaresma , parece que todo dia é o último

E não vou mentir, você faz muita falta aqui.

Todo dia 27.

K.

Karoline Lins
Enviado por Karoline Lins em 27/03/2025
Código do texto: T8295336
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