Todo dia 27
Sou assombrada pelo movimento da tua ausência
Desde que partisse eu tenho tentando me manter aqui
Nunca foi um problema partir
A o caos dentro de mim
E sua alma? Por onde vaga?
Me diga um horário, para eu conseguir, ir de encontro a ti
Ou somente quando eu morrer que iremos nos encontrar?
Talvez nem isso
Estou cada vez mais discrente
Estou tão morna , sem luz sem vida
Minha força esta sendo resumida , em relembrar sua partida
E tudo o que restou vai se desvaindo
Pouco a pouco, a cada instante
Não tenho sono ou fome
Me pergunto quando isso finalmente acaba
E o silêncio vai engolindo o pouco que tenho de mim
Me perdi não sei onde, acho que vendi minha alma
Quando aceitei migalhas e fui canalha
Não sou boazinha , na arte de viver sou mesquinha
É quaresma , parece que todo dia é o último
E não vou mentir, você faz muita falta aqui.
Todo dia 27.
K.