Resposta ao Nada ...

O nada pode ser tudo... um ou vários nadas imersos em tantas coisas ... quão potente é ...ou será! De onde vem a tão sonhada inspiração do artista? As possibilidades são infinitas! De um pó, de um grão de areia, da asa quebrada da borboleta morta! Do espinho da roseira, do livro rasgado na prateleira, que estava perdido na cozinha amarelada da casa da Josefa ou do Zeferino. Na esquina, na praça, no couro duro do jacaré, no sofá puído, no rabo do cão, no casebre, na mansão, no toque estridente do telefone, no megafone de rua, na pessoa toda vestida, na pessoa nua, na festa , no velório, na casa do tio Antônio, na Maria que andava preocupada todo dia, no céu, no espaço, no salgado, no doce, no pão, no feijão, na carne de sol, no amor , na paz, no recreio, na veia fértil do artista, no sangue , na pele, no olhar. e muito mais! Ficaria aqui divagando sobre essas fontes de inspiração, no texto acima, nos tantos nadas , na rima!