Divagação quase filosofica

A par de mim

Todas as coisas

São apenas fragmentos

Do que um dia algo teria sido

Da impossibilidade de prever o amanhã

É no passado que busco minhas parcas certezas

Sou tanto quanto sei

A água que passa debaixo da ponte

Nada sei além de não saber nada

Andarilho num mundo regado à velocidade

Sinto o aperto do laço

Toda vez que tenho a intenção de romper tristes eventos

Sigamos amarrados nas regras mais antigas do mundo

Nas mesmas regras dos nossos pais e dos pais deles

Lutamos nossos dias

Por um punhado de conquistas que no fim não são nada!

Minha biografia se escrita fosse

Caberia numa frase

Viveu o sonho de ver o Sol