REFLEXÕES NO BANHEIRO
“Minha vida é uma bosta!”
Ao que deste modo, em sua inegável revolta (eu creio), alguém dela o diz
E [tanto] reclama ... o tempo inteiro
A queixar-se de tudo:
Das pessoas, do tempo, do trabalho, dos vizinhos, do país, da política ...
Enfim, de tudo
E pelo que assim [sempre] se porta, eu o chamaria de "reclamante diplomado (de graduação)"
E não seria ... quase todo mundo?
E ao que, neste instante, sentado no sanitário vaso, fico então a meditar
Mas, quem sabe, em su’angustia e melancolia,
pelo que em tal grau se prolonga e se firma,
a pobre bosta não estaria, igualmente, em sua indignação a declarar:
“Arre! A bosta, a que em essência sou, oh!... é uma vida!”
E, verdade seja reconhecida:
A bosta também é feita ... de vida!!!
Assim, a recíproca se faz verdadeira ... e justa
E será que ela [também] reclama da vida como nós?
Afinal, motivos não faltam
Pelo que vive encarcerada no intestino ou mesmo em função de seu odor,
ou aspecto, sei lá?!
Que triste destino (ou "karma") o dela:
De ser o que é
Não, não vou aqui me prolongar
Ao que agora, no termo de meu pensar e de tudo o mais
só uma coisa me resta a fazer:
Dar então ... a devida descarga
E eis, portanto, o que farei!
Todavia, não farei o mesmo ... com a vida
Até porque a minha vida não é ... nenhuma bosta
E quanto a ti, sua vida seria uma bosta?
Não, não se dê ao trabalho em me responder
Mesmo porque não é da minha conta (o que é sua vida ou não)
Pois bem
Acaso já foi hoje ao banheiro?
Já deu aquela [trivial] cagadinha?
(Da sensação de alívio a qual em seguida terá?)
Não, não precisas [também] me responder
Menos ainda me julgar ou condenar (pelo o qu'eu digo agora)
Afinal, cagar... é algo tão natural!!!
08 de outubro
IMAGENS: INTERNET
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FORMATAÇÃO SEM AS ILUSTRAÇÕES
REFLEXÕES NO BANHEIRO
“Minha vida é uma bosta!”
Ao que deste modo, em sua inegável revolta (eu creio), alguém dela o diz
E [tanto] reclama ... o tempo inteiro
A queixar-se de tudo:
Das pessoas, do tempo, do trabalho, dos vizinhos, do país, da política ...
Enfim, de tudo
E pelo que assim [sempre] se porta, eu o chamaria de "reclamante diplomado (de graduação)"
E não seria ... quase todo mundo?
E ao que, neste instante, sentado no sanitário vaso, fico então a meditar
Mas, quem sabe, em su’angustia e melancolia,
pelo que em tal grau se prolonga e se firma,
a pobre bosta não estaria, igualmente, em sua indignação a declarar:
“Arre! A bosta, a que em essência sou, oh!... é uma vida!”
E, verdade seja reconhecida:
A bosta também é feita ... de vida!!!
Assim, a recíproca se faz verdadeira ... e justa
E será que ela [também] reclama da vida como nós?
Afinal, motivos não faltam
Pelo que vive encarcerada no intestino ou mesmo em função de seu odor,
ou aspecto, sei lá?!
Que triste destino (ou "karma") o dela:
De ser o que é
Não, não vou aqui me prolongar
Ao que agora, no termo de meu pensar e de tudo o mais
só uma coisa me resta a fazer:
Dar então ... a devida descarga
E eis, portanto, o que farei!
Todavia, não farei o mesmo ... com a vida
Até porque a minha vida não é ... nenhuma bosta
E quanto a ti, sua vida seria uma bosta?
Não, não se dê ao trabalho em me responder
Mesmo porque não é da minha conta (o que é sua vida ou não)
Pois bem
Acaso já foi hoje ao banheiro?
Já deu aquela [trivial] cagadinha?
(Da sensação de alívio a qual em seguida terá?)
Não, não precisas [também] me responder
Menos ainda me julgar ou condenar (pelo o qu'eu digo agora)
Afinal, cagar... é algo tão natural!!!
08 de outubro