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Devaneios

Ter razão sobre o que foi dito
Sobre o que falei
E aquilo que não disse
Quando me calei perante vós
E falei comigo mesmo
Não estava mais aqui
Mas continuava a existir
Perdurava como uma rocha
Que aos poucos ia se moldando
Transformando-se no infinito
No que não terá fim
Mas que vive a esmo
Perdido em seu próprio silêncio
Sozinho como aquele que vaga só
Somente com a sua própria companhia
Em busca da razão
Em busca da sabedoria
Da verdade que nunca foi dita
Que se calou todo esse tempo
No mais profundo abismo
Cai-se na realidade
Nada existira
Nada acontecera
Um leve devaneio o pertenceu
Num piscar de olhos
Volta-se ao agora
Ainda há tempo de dizer o que se quer
Akarth
Enviado por Akarth em 31/12/2019
Código do texto: T6831096
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Akarth
Santa Maria - Distrito Federal - Brasil, 24 anos
47 textos (1552 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/08/20 14:17)
Akarth