A PALAVRA

Na escuridão brilhante de um silêncio oculto que supera conhecimento e fala, às vezes, nos resguardamos de responder a uma questão, pois, todos têm alguma parte da verdade, e muitas vezes discutimos com propósitos diferentes. Contudo, é difícil concordar com os dois lados de uma discussão.

Há muitas perguntas que ninguém pode responder e a diferença entre uma resposta e uma explicação. A única resposta clara que qualquer pessoa pode nos dar é: não sei. Mas, tudo é o presente, o cerne da questão e o único momento em que podemos tentar.

As perguntas, estejam nos livros didáticos ou na vida, nos ajudam a definir o que não sabemos, e nos compelem a justificar a ausência de conhecimento através de descrição e saber como considerá-las, esquivando-se do impulso principal da pergunta, pois, se for fornecido enfrentaremos um término.

Por isso, deveríamos desacreditar as alegações de objetividade que os racionalistas fazem querendo que toda experiência seja afirmada pela mente racional, pois, a verdadeira busca é alcançar o conhecimento íntimo que carrega suas próprias credenciais, devido ao conhecimento essencial não ter credenciais, porque isso tornaria secundário o saber fundamental.

A linguagem incorpora todas as generalidades, incluindo os substantivos concretos como

“pedra”, que são abstratos. Contudo, corremos o risco de viver em um mundo vazio, se nos acostumarmos nas generalidades, pois, não podemos viver de palavras, porque são sujeitas à nossa vontade. Por ser um momento de reconhecimento, as epifanias têm suas próprias credenciais e, podemos apenas esperar por elas, mas não podemos realizá-las.

Quando algo realmente nos surpreende, ficamos sem palavras. As mensagens mais poderosas raramente são entregues em palavras, por ser propriedade usada que descreve eventos como se esses acontecimentos tivessem acabado agora. Quando conversamos, estamos organizando as coisas, colocando-as no lugar delas, não estamos presentes no que é novo.

Entretanto, a dimensionalidade da palavra há muito foi definida, e os princípios que descrevem seu alcance são constantemente observados por meio do uso da mesma. Com sua situação única de funcionar como a base da comunicação humana, que é possível estar entre todas as culturas e lugares, simultaneamente, o vocábulo é imprescindível na nossa compreensão de quem somos e do que está ao nosso redor.

J Starkaiser
Enviado por J Starkaiser em 25/12/2019
Código do texto: T6826496
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