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Nem todo mundo é pra ficar

Há pessoas que passam pelas nossas vidas apenas como um sopro. Nem todo mundo que vem vai ficar. E tá tudo certo. Temos que aprender a deixar as pessoas irem. É clichê? Sim. Mas não existem acasos e estávamos naquele momento o juntos por um motivo. A gente aprende, a gente ensina, a gente ajuda nas dores, a gente divide felicidades. Sorrisos expostos, lágrimas trocadas, abraços de compaixão, gargalhadas por besteira e momentos tão íntimos que ninguém pode tirar de vocês, nem o tempo. Sempre há alguma coisa que essa troca proporcionou. Amizades, namoros e pessoas que você amou, as coisas vão passar um dia e deixarão marcas.

Não acredito que há coincidências na passagem de pessoas pelas vidas das outras. Acredito que há razões, por mais diversas e misteriosas que sejam, seja para aprendermos a nos amar ou para ensinarmos a amar. Seja para aprendermos a ceder, seja para aprendermos a ser persistentes. Seja para aprendermos a desapegar e deixarmos ir ou para aprendermos a ir embora quando pensamos merecer mais. Também para vivermos e convivermos com o diferente, para aprendermos o que gostamos ou não gostamos, para vivenciarmos coisas que nos mostrarão como ser mais fortes adiante. São lições tão verdadeiras quanto podem ser. Professores ou alunos? Quase sempre os dois.

Somos forjados na luz que envolve nossos encontros, desencontros e reencontros. E nessa hora, nesse plano caótico de Deus, nem toda flor vai viver para sempre. E de verdade, está tudo bem! Por mais que doa, por mais que sintamos pedaços das nossas almas ficando pra trás, está tudo bem. Há momentos em que as pessoas vão embora, a gente não entende e se questiona. Há momentos em que elas vão embora, a gente sabe o porquê e se culpa. Há momentos em que simplesmente se vão. Em verdade, elas cumpriram um papel, assim como nós, ensinando e aprendendo o que podíamos no momento. A gente precisa deixá-las ir, nos deixar ir. Está tudo bem se não puderam ficar. Ninguém, nesse paradoxo de caos acidental e ordem divida, chega para ficar. Ninguém chega por acaso e entenda: nem todo mundo foi feito pra ficar. Agora é vivermos para mais encontros e eu, quem sabe, para um reencontro.
Pedro Henrique Miranda
Enviado por Pedro Henrique Miranda em 09/09/2019
Reeditado em 09/09/2019
Código do texto: T6741342
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Pedro Henrique Miranda
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 31 anos
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Pedro Henrique Miranda