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Tânia

Não, não quero suicidar
Só sinto saudade de não-ser
Não reclamo do que é
Mas que estranha nostalgia
Do passado que nunca foi
Porque era antes do tempo
E que agora já não lembro
Maldito gole do esquecimento.

Apesar de pesar no peito
A saudade que chama aperta
Essa tranquilidade perfeita
Perfeição incriada e quieta
Sobre si mesma dobrada
E eternamente-deitada
Em seu berço-túmulo-útero-nada.

Que saudade do que eu era
Antes de Deus me criar
Ah, que saudade do rosto
Que eu tive antes de nascer.
Chrystian Revelles
Enviado por Chrystian Revelles em 27/08/2019
Reeditado em 27/08/2019
Código do texto: T6730802
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Chrystian Revelles
Cabo Frio - Rio de Janeiro - Brasil, 25 anos
57 textos (1374 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/08/20 04:17)
Chrystian Revelles