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Adeus moça

Eu honestamente não sei o quanto você mereceu das coisas que fiz ou tentei fazer por você. É duro ouvir isso, provavelmente. Mas é verdade. Eu estava sempre te dando prioridade, mesmo sendo por vezes tratado como opção, mesmo me sentindo uma opção. Sempre fiz tudo ao meu alcance pra tirar um sorriso teu, mesmo precisando sorrir por mim mesmo. Você parece não entender a pessoa incrível que eu me tornei e que está disposta a estar do seu lado. Gentil, esforçado, atencioso, deitado na cama conversando com você por ser a melhor coisa que ele pode fazer.

E, moça, olha para mim! Olha tudo isso que eu sou! E nem estou falando do meu sorriso, nem do meu jeito de ser. Nem estou falando de como eu te olho e como eu estou sempre disposto a te ajudar. Não estou nem falando da cara de apaixonado toda vez que eu te vejo, toda vez que dou de cara a tua presença. Eu estou falando do meu coração, que é bom, é único e que merece ser visto, merece ser querido, merece ser amado de volta. Estou falando do homem que faz tudo por você. Que está disposto a fazer isso dar certo e você não percebe.

E sim, eu te amo. Mas eu também me amo. Eu aprendi que as coisas precisam ir e vir. Eu aprendi que as coisas precisam ser recíprocas. E me doei pra você. E fui encoberto várias vezes por uma sombra. Uma sombra que eu era incapaz de competir, mas estava sempre presente. E não deixei você me perder. Fraquejei em alguns momentos, mas levantei. Por que quando eu desisto, desisto de uma vez só. Por isso eu te digo agora: não espera me perder pra ver meu valor. Pra dar o meu valor. Pra iluminar com sol onde há sombras do passado. Não espera me perder pra perceber que temos sorte em estar juntos, estarmos aos nossos lados. Somos maravilhosos um pro outro. Valoriza agora. Porque depois, moça, vai ser muito tarde. Eu vou ter problemas, vou me sentir sozinho, vou me sentir ameaçado, vou ter ansiedade, vou precisar do seu perdão e não vou ter. E vou eu mesmo me valorizar. E aí, nem arrependimento, nem lágrimas, nem nada vão me trazer de volta par você.

Não vou mentir que superar será fácil. Nem sempre é, afinal, eu te amo. É difícil esquecer alguém o qual já aprendemos a amar. É quase impossível ignorar todos os planos e fingir que meus sonhos nunca existiram. Aqueles sonhos na área da sua casa, com sua família e a minha, com nossos amigos. Sonhos de nós dois na cama nos amando. É complicado seguir em frente deixando esses sonhos pra trás, junto com seu cheiro, com seu toque, com seu beijo, com o abraço. A verdade é que nunca estamos preparados pra deixar alguém que gostamos e amamos pra trás, né?

É isso. Eu vou acabar caindo fora. E pode ficar tranquila. Quando você for dormir, a partir de hoje, não vai ter bilhete meu dando boa noite. Não vai ter mensagem desejando bons sonhos e que Deus esteja com você. Não vai ter um desenho besta pra te tirar um sorriso, nem um pedido de uma foto qualquer pra tentar matar um pouco da saudade. Não terão mais mensagens pra saber como foi o seu dia. Pra saber como foi o seu trabalho e como está você e sua família. Pra oferecer ajuda com os problemas do dia a dia. Relaxa que eu não vou mais passar perto da sua casa e não vou frequentar lugares nos quais corro o risco de cruzar com você. Vou esquecer o mundo que você me ensinou a gostar por estar com você.

Eu cometi um erro. Terrível. Mas não deixei de ser aquele homem de coração bom que faria tudo por você e não teve um perdão. Nesse jogo que nosso relacionamento foi, cheio de energia, torcida, gols, houveram muitas faltas suas e minhas. Eu cometi um pênalti. Mas não pensei que um time tivesse que sair, afinal, você também já fez pênaltis e continuou jogando. Eu te amo, quero ver você feliz, mas para esse time aqui o segundo tempo está ficando cada vez mais distante. Sem investimento, esse time aqui vai sair de campo pra nunca mais voltar.

Pedro Henrique Miranda
Enviado por Pedro Henrique Miranda em 01/08/2019
Reeditado em 01/08/2019
Código do texto: T6709920
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pedro Henrique Miranda
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 31 anos
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Pedro Henrique Miranda