(des)Humanos
Vaidade, inutilidade, futilidades...
Incrível como coisas tão vis têm tomado cada vez mais espaço na vida do homem
Orgulho! Não se pede mais perdão, não se tem mais empatia, compaixão, ou qualquer sentimento que lhe permita se aproximar do outro
A competição acirrada, faz com que o homem se perca em sua própria corrida frenética para chegar ao poder
A busca para agradar altos escalões é tão grande, que se pede da própria essência, se deixa de ser humano, para se tornar simplesmente uma máquina de produzir
Sem sentimentos,
Sem pudores,
Sem princípios,
Sem resquícios de humanidade.
Aí, conquista-se o almejado
Conquista-se o cargo,
Conquista-se o reconhecimento,
Conquista-se a parte na elite,
Os primeiros lugares,
Os aplausos,
Os empregados,
A própria sala,
A agenda cheia,
Os holofotes...
Então, vive-se freneticamente os melhores anos. Toda energia é gasta no posto que se almejou... Até que...
A glória passa
Os amigos se vão
A futilidade se destaca...
E o vazio chega.
Um enorme vazio que o cargo, o reconhecimento, a elite, os primeiros lugares, os aplausos, empregados, holofotes, a própria sala e a agenda cheia são incapazes de preencher...
Chega a necessidade de se ter outro humano para se conversar, para contatar.
Um humano próximo. De igual para igual, que desafie suas qualidades e aceite seus erros.
Sorte quando, mesmo nos anos dourados, o homem consegue fazer renascer em si a humanidade adormecida e assim, redescobrir a alegria de viver!
19/06/2018
Kelly Priscila