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INTERTEXTUALIDADE ÉTICA-SABEDORIA: HUMILDADE E ESCATOLOGIA

Slogan no Brasão: “Plant in omni Terra: Pascere Populo.” Plante em toda Terra: alimente os povos! (Gênesis 1,29)

   O verbete “humildade” origina-se no grego HUMUS, que significa “terra”. Assim, surgiram as palavras “homem” e “humanidade”: “terra fértil” e “criatura nascida da terra”, se desenvolveu até ter o significado que conhecemos hoje. “Humilde“, HUMUS, literalmente “aquele/aquilo que fica no chão”. FONTE: https://www.gramatica.net.br/origem-das-palavras/etimologia-de- humildade/
   A partir disso, o processo da educação é a passagem da heteronomia à autonomia - sabor ou saberes relevantes à prática pedagógica e dialógica, nossa condição de mortalidade e linguagem. Essa autonomia relativa torna pessoa sujeito de sua história e útil aos outros, segundo a Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire (1996).  “A ética universal, que visam a desenvolver a autonomia, a capacidade crítica e a valorização da cultura e conhecimentos empíricos de uns e outros” (Idem!). A abertura interior (que transcende nossa animalidade ou o impulso de dominar os outros e a posse descontrolada do mundo) começa com a humildade, a nossa (i)mortalidade e (re)conhecimento de todos como fraternidade universal. Morremos e viramos também húmus da terra e ressuscitamos nosso espírito. E o espírito ou a alma (anima ou animus) retornará ao corpo de onde partiu. Essa complexidade do homem todo: corpo biológico (matéria ou Soma no grego, corpus no latim, Sarx no hebraico; espírito (Nefesh no hebraico), mente e ser ético (Psique e ethos, no grego), surpreende-nos como ser em construção, rede de relacionamentos e vozes, construção espaço-temporal como corpo na História dos outros homens e mulheres, “descontentamento desconte” ou “o pequeno bicho da Terra” (Camões). Insaciáveis e capazes de compaixão e mudança de direção, comportamos como projetos em aberto e audaciosos pela liberdade e autorrealização. Mas, só nos realizamos com os outros como seres socius ou parceiros da vida como aventura e desafio de humanização. Como seres religiosus, a escatologia nos instiga a repensar tudo e todos: somos “pó da terra”, “... caniço agitado pelo Vento” (P. Pascal) ou esterco (= eschaton, no grego). Dentro de nós, há um “tesouro” de brilho singular e irredutível de nossa dignidade: sermos filhos e filhas de um Ser Divino, Deus. “Porque onde estiver o teu Tesouro, aí estará também o teu Coração. ... Pois a boca fala do que está cheio o coração...” (Mateus 6,21). Sabemos que o Mestre dos Mestres, Jesus, Manso e Humilde de coração (Mt 11, 29), nos ensina a superar nossos limites e percorrer um caminho de coerência ética e respeito pelos outros. Deste modo, podemos ser aprendentes e ensinantes ao longo da vida. “Somos Homo viator, homens que viajam deste mundo à eternidade”. Gabriel Marcel Todos somos caminheiros, aprendentes, ensinantes, errantes e acertantes. Em busca de uma verdade ... E a verdade nos cura, nos liberta, nos-é bússola de eventos libertadores e ousadamente capazes de ampliarem as janelas do corpo e da alma, libertando-se do passado, provocando o presente e rumo ao infinito. J B Pereira – síntese!
J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 17/09/2017
Código do texto: T6117060
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira