Carta de suicídio

A infinita depressão que me acerca e me consome vai me deteriorando e dilacerando brutalmente aos poucos, talvez não seja tão visível mais estão me desfazendo, me destruindo aos poucos.

A desolação da minha alma, presa em um labirinto obscuro, sem um sentido para prosseguir ou continuar a caminhar.

As aparecias enganam, a carne, o físico, o ser podem estar sorrindo, mais a essência esta sangrando, esta pedindo clemência, esta perdida, desolada, arruinada, acabada.

Sentimentalismo que acerca exacerbadamente nas pessoas, que na sua grande maioria e verdadeiramente leviano, trazendo a decepção, a indiguinação por parte de quem confiou,fazendo colocar na “mesa” seus conceitos e pensar, aonde foi que eu errei?

A falta de valores éticos, morais e sócias por parte das pessoas, onde invadem as barreiras de liberdade de outros para denegrirem, humilhar, apenas para tirar proveito da situação, e acreditarem que saíram ileso.

Ao cortar um membro você vai sentindo aquela faca cortando sua pele, seu tecido muscular, seus nervos, a dor é assustadoramente terrível, você morde na boca a fim de amenizar a dor, seus olhos escorrer cachoeiras de lagrimas, a dor pulsante e que queima vai te esgotando, mais você persiste e vai continuando a se auto mutilar, ate que a faca chega a seu osso do pé, e você senti aquela faca rangendo sobre seu osso, você já esta tremulo de dor, as cerâmicas da cozinha já estão inundadas de sangue, e você persiste mesmo em meio a dor e como se houvesse uma entidade demoníaca sobre seu corpo que te induz a continuar,ate que derrepende você apaga...

Sobe o reflexo estridente da luz do sol, você acorda sobre uma cama e quarto todo branco, e você logo pensa. Eu morri? Este e o céu?

Não, você ainda não morreu isso e um hospital!

Ai sua mente e metralhada de pensamentos que te deixam sonso, perdidos, sem saber por onde começar...

O que aconteceu?

O que houve?

Como cheguei ate aqui?

Essas perguntas não iram resolver seus problemas, mais a falta de credibilidade que você não enxerga em você, a sua fragilidade exposta aos quatro ventos, abrem as suas conexões para todos os lados trazendo tudo de ruim para você.

Seguindo e tentando entender como cheguei a esse ponto, jurando para eu mesmo que isso nunca mais iria acontecer você retorna para casa.

Você já não e mais a mesma pessoa, o medo te transformou em outra em outro ser, angustia, raiva, nervosismo, ansiedade, depressão, tristeza entre outros sentimentos fizeram com que suicidasse com sua vida...

Eduardo Ramos Azevedo
Enviado por Eduardo Ramos Azevedo em 22/02/2015
Reeditado em 22/02/2015
Código do texto: T5146233
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