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MISTÉRIO DE DEUS HEBREU E CRISTÃO EM JESUS, O SALVADOR.

"Aquele que se ajoelha diante de Deus, não se prostra diante das dificuldades da vida." Frase de carros na rodovia.


“Porquanto a Lei foi dada por intermédio de Moisés; mas a graça e a verdade vieram através de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” João 1, 17-18.
Eis uma reflexão viva do mistério de Deus e como se revela em Jesus, que também é Filho de Deus. Em Jesus, “verdadeiro Homem e verdadeiro Deus”, temos duas naturezas e uma só divindade com o Pai e o Espírito Santo. "Creio em Deus Pai todo-poderoso!" Depois desta primeira e fundamental afirmação, da qual dependem todos os outros artigos do Credo, proclamamos em seguida "o começo da história da salvação" (2): "Criador do Céu e da terra!" (Credo Nicenoconstantinopolitano). JAVÉ - nome impronunciável na Bíblia Hebraica -  é o Deus da Aliança. O Tetragrama Sagrado YHWH (יהוה, na grafia original, o hebraico) refere-se ao nome do Deus de Israel. O nome era impronunciável por a língua hebraica é essencialmente consonantal: “originariamente, em aramaico e hebraico, era escrito e lido horizontalmente, da direita para esquerda יהוה; ou seja, YHVH. Formado por quatro consoantes hebraicas — Yud י Hêi ה Vav ו Hêi ה ou יהוה,”. Durante a Idade Média, os massoretas (Escribas judeus responsáveis em preservar a tradição judaica e cuidar das Escrituras ou o Antigo Testamento.) pontuaram e vocalizaram os textos bíblicos, onde apareciam o nome de Deus. “Os massoretas são os pais da gramática da língua hebraica atual.” Daí as diferentes maneiras de tentar pronunciar o nome de Deus.  “Há um saber de Deus como um não-saber”, segundo Michael Schmaus em Cristologia 2 – A fé na Igreja, Editora Vozes (1982, p.27). Javé é o Tremendum. O TODO PODEROSO. O ETERNO, O ABSOLUTO. A PERFEIÇÃO, O ADORÁVEL. O SANTO DOS SANTOS. O CRIADOR ÚNICO E BONDOSO. VERDADE INFINITA. Conforme Tomás de Aquino, “a essência de Deus é Amor”: Caritas, Caridade, Ágape. Deus ama com infinito e puro amor. Não há pecado que não o possa perdoar. Nós somos todos relativos, dependentes de Deus, Fonte sagrada da vida. O Temor do Senhor nos leva a vencer os temores efêmeros da vida para uma fé boa e consolidada na caridade e na esperança que não decepciona. Provérbios 1,7 declara: "O Temor do SENHOR é o Princípio do Saber..." O Proto-Evangelho no Gênesis: “- Façamos o homem a nossa Imagem e Semelhança.” Imagem, porque Deus criou com o espírito e alma (dimensão do ser humano imortal), inclusive nos dotando de corpo mortal. Semelhante, quer dizer sêmen ou semente de Deus. “Quem, como Deus?” Porque não há “ninguém como Deus”. Não podemos confundir o Criador com a Criatura. Contudo, a criatura ontologicamente está destinada e aberta ao Criador, com princípio e condição de existência do seu ser. Voltaire (1694 - 1778), no fim de sua vida, provavelmente, reconhece a Deus quando afirmou: “- Se existe o relógio, deve existir também o relojoeiro.” E a mulher, depois foi plasmada da costela de Adão. Deus como oleiro que faz o homem semelhante a Si: como semente de um novo tempo. Jesus é a Imagem e a Igualdade com Deus, seu Pai Eterno. Ou seja, “Jesus é a imagem (visível) do Deus invisível!” Existem várias passagens bíblicas que mostram a comunhão especial de Jesus com Deus – que os teólogos chamam de Pericorese, fundamento teológico da Santíssima Trindade como a íntima união eterna e santíssima entre as pessoas divinas no mistério e dogma Cristão do Deus que se revela em Jesus pela fortaleza e unção do Espírito Santo.  Veja algumas citações: João 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém VEM ao Pai senão por mim”. Ele não disse ninguém VAI, “mas ninguém VEM”, por considerar que Ele estava no Pai e o Pai nele. Jo 14.7-9: “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto; Quem me vê a mim, vê o Pai”. Jo 14.10: “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim. As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras” João 14, 10-11: “Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim”. Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem! Ainda, João 10:30  nos anuncia esta belíssima síntese de Jesus em relação ao amor e à vontade soberana do Pai Celeste: “Eu e o Pai somos um!” Em grego: εγω  kai o πατηρ εν νσμεν. Estas verdades teológicas e bíblicas aparecem no Evangelho ou Boa nova da salvação: boa notícia. O Novo testamento (no qual aparece em primeiro lugar, os quadro Evangelhos) tinha sido escrito em grego. A Bíblia Hebraica (=Antigo Testamento) foi escrita em hebraico, embora haja parte significativa em grego, que é chamada de Deuterocanônicos ou livros das diásporas. Jesus nos revela o Pai. Juntos, Pai e Filho, nos revelam e nos comunicam o Paráclito, o Espírito Santo. Um só Deus em Três pessoas divinas perfeitamente unidas no Amor. Um mistério da fé cristã, inesgotável em si. Pois, Deus não é solidão radical: mas, comunhão de pessoas. Nossa fé implica uma visão de um Deus misteriosamente pessoal, não longe da vida dos homens e mulheres, seus filhos e filhas. João Paulo I nos afirmou que Deus além de Pai e também Mãe que cuida de seus Filhos. Dom Bosco vivia falando que “Ninguém se sinta órfão nesta vida, porque temos um Deus que é Pai. Ele não abandona jamais, nunca.” Amemos a Unidade na Trindade de Deus. Adoremos a Trindade na Unidade Divina. Deus é Unitrino! Triuno! Mas, antes de tudo, Deus é Amor. Deus é comunidade de Amor e solicitude absoluta, que não exclui seus filhos e as criaturas todas. Quem ama nasce de Deus! Vamos amar para merecer a visão diante de Deus e seu mistério de AMOR. Em três velas, o fogo que as une é o mesmo! Uma única túnica que se dobra em três partes constitui a mesma e única túnica. Jesus é o acesso maior ao mistério de Deus. As deduções de nossa inteligência, embora válidas como tentativas de materializar ou visualizar o mistério divino, são pálidas diante do mesmo mistério de amor por nós. Só a partir de nossa entrada em Deus, após a morte, o conheceremos. Mesmo assim Ele continuará a si nos revelar eternamente! Mesmo Paulo aplicando seu pensamento ao matrimônio como expressão de Amor em Cristo na Igreja e para o bem da comunidade: podemos dizer que o mistério de Deus, sendo inefável e irredutível, é um mistério enorme e infinito de amor: “Esse mistério é grande, digo, em relação a Jesus e à sua Igreja.” (Efésios 5, 31-32).


REFLEXÃO:
“Ele é o Bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores,
o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A Ele sejam honra e poder para sempre. Amém.” 1 Timóteo 6:15-16
J B Pereira, Michael Schmaus em Cristologia 2 – A fé na Igreja, Editora Vozes (1982 e p.27) e https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1tm/6
Enviado por J B Pereira em 17/12/2014
Reeditado em 19/12/2014
Código do texto: T5072081
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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14 e-livros (92 leituras)
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J B Pereira