Até que enfim

Até quem enfim estou a publicar algo para que esses monstros tomem forma de escrita e saiam de dentro dos meus pensamentos. Somos surpreendidos com novos sentimentos e emoções nunca, jamais vivenciados. Isso me causou muita angústia durante meses atrás,mas hoje vejo que tudo é uma grande quebra-cabeça de nós mesmos. E nesse processo me vi surpreendida com a dor da perda, visto que experimentei-a de forma dramática na compra de uns lírios para decorar meu quarto. Eram cinco flores. No dia que comprei, uma apenas estava aberta, e à medida do tempo, as demais foram se abrindo. Me lembro até hoje, de como me senti mal em juntar as folhas e jogá-las fora, parecia até um pedaço de mim. Foram as quatro semanas mais felizes e marcantes nessa grande aventura. Minha relação com àqueles lírios foram tal qual um paciente em fase terminal. E no dia que todos se foram eu pude experimentar um luto por completo. Realmente, cultivei minhas flores e até conversei com elas...talvez seja isso que muitas pessoas precisem, serem cultivadas, ter atenção e zelo e no fim, deixá-las partir no rumo natural da vida. Aprendo muito a cada dia nesse país verde de pessoas gentis. Obrigada Irlanda!

Kelly Centurião
Enviado por Kelly Centurião em 28/07/2014
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