À meia luz os silêncios se agigantam
Junto a solidão que nos separa
Com a que te faz viver
Te vejo passar pela beira do rio
E vejo o quanto o tempo passa e se esquece de nós.
Vivendo assim
Sem desejar nada.
Esperando um olhar de carinho,
Um caminho seguro.
Meu terno de estrelas
Tua fita amarela.
Comprei rosa menina
Na mesma esquina
Que sem acaso nenhum te conheci.
Aquele cheiro
(laranjeira)
E me perguntava
Se alma tinha cheiro,
Estava impregnado na sua vida
Alma e travesseiro.
Te olho de longe
Te persigo com o olhar
A foto ainda alegre.
Faz com que o sorriso desfaleça.
A alegria anda ausente.
A nostalgia traz a alegria perdida
De uma conversa sem julgamentos,
Da toalha em cima da cama
E as pequenas inutilidades faziam toda diferença.
Sempre trouxeste contigo
As mesmas coisas,pensaste que nada mudaria
E hoje não precisas de ajuda.
Pegaste um pouco de amor
(overdose)
Seguiste teu caminho de ausências,
Sem se preocupar com o agora.
Ruas,bares,ilusões...
Deixaste em cada espelho,cada gesto
Um pouco de mim.
Não faltaram motivos
Não houveram razões.
(Quando o amor acaba,ás vezes não há explicação,há culpa talvez.Em lugares haverão de ter lembranças do que foi vivido e assim seguimos com lembranças.)