ESTIGMA
A saudade...
É assim como as fases da lua,
Ora está maior, ora está menor,
Mas está sempre ali, presente,
Lembrando-nos que algo nos falta,
Cobrando velhas recordações até,
E cobrindo-nos de toda nostalgia.
A felicidade...
Esta é um estado puro de espírito,
Sempre que chega causa alvoroço
Contagia e nos enche de alegrias
É como se qualquer mundinho
Virasse uma imensidão de vida
E todos, a nossa volta, com certeza,
Sentem o que também sentimos.
Mas, quando ela se vai de vez,
É como se tudo em nós acabasse,
Até aquele mundão a nossa volta,
Agora se torna tão pequenino,
Que quase some, ou some mesmo,
Aí sentimos do nada o gosto da morte
Espreitando ao paladar de nossa vida,
Que por mais que pareça ser nossa,
Parece que não a querermos mais,
Até que outro momento nos chegue,
E venha novamente nos preencher
Com esta tal e gostosa felicidade.
(RECONVERSAS)