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MANDY VI - PADRINHOS-PARTE 1

                                         I – PADRINHOS

                      Na manhã seguinte, depois de alimentar o filho mais uma vez, Amanda teve alta e voltou para casa, triste por deixar os filhos no hospital, mas com a certeza de que ia poder vê-los todos os dias.
   Quando o Escort de Marco parou em frente à casa dos pais dele na João Dias, havia várias pessoas que tinham ido recepcionar Amanda em sua volta para casa.
   Aldo, Débora, os filhos do casal Júlio César e Juliana, Hilda, José, Rita, Dalva, Teo, Antônio, Mariana e até Benê estavam ali junto de Laila para dar a ela as boas vindas. O carro entrou na garagem da casa e todos aplaudiram a moça quando ela saiu do carro, amparada pelo pai e por Rita. José lhe deu um beijo no rosto e disse:
- Bem vinda, filha.
  Ela apenas abraçou o pai e recebeu o beijo de Rita, mas não disse nada. Teo se aproximou de Marco que saía do carro pelo lado do motorista e eles se abraçaram.
- Como é que você está? – Marco perguntou a ele, referindo-se ao fato de que ele tinha perdido o filho a poucos dias.
- Estou bem...
- E a Cleo?
- Está bem também. Ela queria vir comigo, mas a mãe dela achou melhor não. Está tudo muito recente ainda.
- Fez bem.
   Todos foram entrando na casa e se acomodando de alguma forma. Marco trancou o carro e Júlio César correu até ele e se grudou em suas pernas querendo seu colo. O menino tinha quase três anos. Marco o levantou nos braços.
- Fala, panaquinha! Já parou de apanhar do seu pai por tentar bater na sua irmã?
- Não! – o menino disse categórico e rindo em seguida.
- Jura que você para quando fizer dezoito anos?
- Não! – ele repetiu.
- Você só sabe dizer não, JC? Desde bebê você adotou essa palavra como única do seu vocabulário.
- Gostosa! – o menino disse, apontando para Mariana que brincava com Juliana sentada no jardim em frente a casa, junto de Max.
- Epa! Já disse pra parar com isso. Minha irmã não é pro teu bico, carinha.
- Eu trouxe o meu carrinho de controle, dindo. Vamos brincar com ele?
- Daqui a pouco. Vai indo que eu já vou.
   Marco o colocou no chão e ele correu para junto da irmã e de Mariana, sentando-se na grama e se jogando em cima do pelo macio de Max.
- O Max não morde ele por fazer isso? – Teo perguntou.
- Quando morder, a gente logo vê. Eu aviso pra não fazer, mas não adianta. Acho que o cachorro até gosta. Eu não vejo sinal de reclamação na cara do Max. Ele sempre foi um animal muito tranquilo. Quem não gosta das brincadeiras violentas dele é o Sherlock que desaparece quando ele vem aqui.
- Toda vez que eu olho pra esse garoto, eu vejo a cara do André olhando pra você na sala de aula com aquele sorriso cínico.
- É só uma criança, Teo.
- Uma criança que tem um DNA meio estranho pra mim.
- Ainda assim é uma criança.
   Aldo saiu da casa e aproximou-se deles.
- E aí, Marco, não vai entrar? Sua mãe, a Débora e a Rita já levaram a Amanda pro quarto.
- Vamos entrar sim? Estou morrendo de sede.
- Marco, antes que você entre, diz... como estão os bebês? Eu não queria conversar sobre isso na frente da sua família, disse Teo.
   Marco encostou-se no carro e respondeu:
- Estão bem, dentro do possível... O Lupe sai em uns dez dias e vem pra casa. A Letícia é que nasceu muito pequenininha. Precisa de mais cuidados, mas o Arnaldo tem muita esperança que ela vai reagir bem ao tratamento... e eu confio nele. Minha filha vai passar por isso como a mãe dela passou por aquele coma. Eu não estou passando por isso à toa, Teo. Isso tudo é só pra provar pra mim mesmo que era realmente pra eu ter casado com a Amanda naquele hospital e que a gente tinha que ficar juntos e felizes e vencer toda a barreira que aparecesse na frente. A gente venceu o Otávio, a gente venceu a Lídia, a gente venceu até o Roni que a madrinha da minha filha levou embora pra longe da gente... graças a Deus...
- Quem? – Aldo perguntou. - Madrinha da Letícia? Quem é?
- Maria Eugênia... Ela é modelo nos Estados Unidos, foi descoberta pela Rita na RR, tem vinte anos e é linda de viver, como diz a Hebe Camargo... Vocês vão conhecer no batizado dos gêmeos em dezembro, depois que a Letícia voltar pra casa.
- Legal... Você já escolheu os padrinhos do Lupe também? – Teo perguntou.
   Marco franziu as sobrancelhaa e sorriu levemente.
- Você tem uma memória tão curta que dá até raiva, Teo.
- O quê?... Do que você está falando?
- O padrinho do Lupe é você, panaca.
- Eu?
- Caramba! Eu não te prometi ele no dia em que a gente pintava nosso apartamento no início de oitenta e nove, cara?
   Teo se lembrou do fato, olhou para Aldo e disse:
- Poxa... claro. Eu pensei que você tivesse esquecido...
- Seria mais fácil esquecer seu nome, bobão. Os padrinhos dele serão você e a Cleo. Seria você e a Maria Eugênia, se fosse um bebê só, mas como são dois...
- Quem vai ser o padrinho da Letícia? – Aldo perguntou.
- O Benê. Meu tio tem que participar de alguma coisa bem relevante nessa história. Ele começou tudo isso.
- Perfeito... disse Aldo. – Mais do que justo. E eu não tenho dúvida que ela vai sair dessa, Marco. Tem gente demais rezando por ela e com o traseiro virado pra lua que você tem... não tem como não dar tudo certo.
- Chega de falar do meu traseiro. Esse papo já está ficando constrangedor. Eu estou morrendo de sede, já falei. Vamos entrar.
- Tem cerveja aí? – Teo perguntou.
- Se você for comprar, tem, Marco respondeu. – Ninguém bebe aqui, esqueceu?
   Teo e Aldo riram e os três entraram na casa.


                                   PADRINHOS
                                      PARTE I

                    CRIANÇA É SEMPRE BÊNÇÃO
                ENSINAR A ELAS BOM PRINCIPIOS,
                   TAMBÉM É MISSÃO DOS PADRINHOS!

          DEUS ABENÇOE A TODAS AS NOSSAS CRIANÇAS
                  ELAS NÃO SERÃO UM BOM FUTURO
               SE NÃO LHES DAMOS UM BOM PRESENTE...

                               OBRIGADA E BOM DIA!
Velucy
Enviado por Velucy em 07/04/2021
Reeditado em 07/04/2021
Código do texto: T7225888
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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