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MANDY VI - LUÍS FELIPE E LETÍCIA - PARTE 1

                               I – LUÍS FELIPE E LETÍCIA

                       Amanda foi preparada na manhã seguinte e levada para a sala de parto. Marco queria ver os filhos nascerem e foi com ela. O parto tinha sido marcado para as oito horas e exatamente às oito e meia Luís Felipe Rotemberg Ramalho nasceu, com dois quilos e quatrocentos gramas. O menino soltou seu choro peculiar de todo recém-nascido, sob os olhos felizes, assustados e lacrimejantes de Marco que apenas olhava para ele enquanto era levado pela enfermeira para a incubadora.
  Minutos depois nasceu Letícia Rotemberg Ramalho, menorzinha, com apenas dois quilos. Com ela as enfermeiras tiveram outro cuidado. A menina não chorou e a enfermeira a levou para uma sala ao lado. Arnaldo foi com ela, deixando Amanda aos cuidados de outras enfermeiras. Marco aproximou-se dela, lhe beijou a testa e Amanda disse:
- Eu não ouvi o choro dela, Marco...
- Calma, amor, está tudo bem...
- Como está tudo bem? Ela não tinha que chorar? Eu ouvi o Lupe chorar. Ele nasceu primeiro, não foi? A enfermeira me mostrou ele rapidamente.
- Foi...
- E ela? E a Letícia? Minha filha está viva? Marco, me diz que a nossa Letícia está viva.
   Ele não disse nada. Apenas beijou seu rosto várias vezes e disse:
- Eles são lindos, amor. Os dois são lindos. Fica tranquila.

   Uma hora depois, na sala de espera do hospital, Marco conversava com Laila, José e Rita.
 - Quando é que você vai poder subir pra ver os bebês, Marco? – José perguntou.
- Daqui uma meia hora, professor. Mas está tudo bem. O Arnaldo falou pouco comigo, mas eu não vi nenhuma preocupação no rosto dele. Deve estar tudo bem.
- Um médico tem sempre que ficar distante daquilo que preocupa os pacientes, disse Rita. - O fato da Letícia não ter chorado ao nascer...
- Não significa nada, Rita, disse Marco. – Ela vai ficar bem.
- Como é o Luís Felipe, filho? – perguntou Laila, sorrindo, tentando não pensar naquilo.
- É muito lindo, mãe. E pelo pouco que eu vi dele, acho que vai ser clarinho como a mãe. Eu acho que vou ter filhos loirinhos como ela e você. E pelo pouco que eu vi dela, é tão pequenininha... Acho que cabia na palma da minha mão.
   Ele ia começar a chorar, mas Laila o abraçou, segurou sua mão e beijou seu rosto, sorrindo. Ele engoliu o choro e sorriu também, segurando a mão que Rita lhe estendeu.

   Meia hora depois uma enfermeira desceu e chamou:
- Marco Antônio Ramalho!
  Ele se levantou e não disse nada. A enfermeira olhou para ele e disse sorrindo.
- Quer me acompanhar, por favor?
  Marco beijou a mãe e Rita e acompanhou a enfermeira. Ele foi com ela até a sala onde ficava a incubadora em que vários bebês estavam protegidos por berços individuais de acrílico. A enfermeira o levou até perto de um em particular e apontou para ele sorrindo.
- Quer conhecer seu filho? Ele é um guerreiro. Parabéns!
   Marco aproximou-se mais e olhou para o menininho dormindo tranquilamente e percebeu apenas o movimento do peito do garotinho que respirava ligeiramente. Estava ainda intubado, pois era prematuro, mas parecia estar bem.
   Os olhos de Marco encheram-se de lágrimas e ele tocou o vidro acrílico.
- Oi, bebê! Oi, Lupe!...Eu sou seu pai... Bem vindo ao mundo, filho.
   Ele olhou para a enfermeira que sorria ainda ao lado dele e perguntou:
- Ele está bem?
- Está. Ele vai precisar ficar uns dez dias ainda aqui no nosso hotel, mas está bem. Ele tem pulmões fortes e está respondendo bem aos estímulos daqui de fora dessa bagunça que é o mundo que a gente vive. Só precisa pegar um pouquinho mais de peso, mas logo vai pra casa.
- E a menina? E a minha filha?
- Ela está bem na medida do possível. Está na UTI neonatal, resistindo bem, mas dela é a Fátima, outra enfermeira, que está cuidando.
- Ela está... viva então?
- Está! Está sim. Você não a viu nascer?
- Vi, mas... ela não chorou depois que nasceu... Tiraram ela rápido demais da sala de parto.
- Isso acontece em prematuros, mas os médicos têm como solucionar isso. Ela chorou depois que saiu da sala de parto. Ela era a maior preocupação do doutor Arnaldo. Ele está monitorando tudo sobre ela pessoalmente.
- Graças a Deus... ele disse, fechando os olhos e encostando a testa no vidro onde estava Luís Felipe. – Obrigado, filho...
- Você está agradecendo a ele? – a enfermeira perguntou.
   Marco abriu os olhos, sorriu e disse:
- A gente tinha conversado antes dele nascer que ele ia dar uma força pra irmã... e ele deu.
   A enfermeira sorriu, balançando sutilmente a cabeça.
- Fique o tempo que quiser. Daqui a pouco você vai poder ver sua mulher. Ela já está no quarto e está ansiosa para vê-lo. Ela me disse que queria descer aqui pra ver o filhote de vocês com você. Eu achei isso muito bom, mas ainda não dava. Vai ser bom pra ele ver ou pelo menos sentir os pais juntos dando força pra ele. Eu venho te chamar.
- Minha mãe e os pais dela podem vir ver o Lupe também?
- Espere mais um pouquinho. Vai ter tempo pra tudo hoje ainda. O doutor Arnaldo quer conversar com a família toda. Tenha paciência. Até já.
- Obrigado.

   Algum tempo depois, Marco pode subir para ver Amanda. Ela estava ainda meio sedada, mas sorriu ao vê-lo entrar no quarto. Ele segurou sua mão e beijou sua testa.
- Oi, namorada...
- Oi, namorado... Estava com saudade de você.
- Eu não fugi nem desmaiei. Eu estou aqui. Você fez um bom trabalho, amor. Eu supervisionei tudo pessoalmente... Parabéns!
   Ela sorriu e apertou a mão dele.
- Já viu nosso menino?
- Já. Ele é muito lindo.
- O Arnaldo disse que a Letícia está na UTI neonatal e que talvez tenha que ficar mais tempo aqui, pra fortalecer os pulmões e ganhar peso. Ela nasceu muito pequenininha. Dois quilos só.
- Ela puxou a mãe. Vai ser delicada que nem você.
- O Arnaldo disse que quando eu estiver mais forte, a gente vai poder ir até a UTI vê-la.
- Então dorme pra ficar mais forte logo. Os anjinhos que me roubaram você por um tempo em oitenta e oito descobriram que ela é sua filha e estão segurando a nossa bebê pela perninha. Você tem que ir lá conversar com eles e negociar a estadia dela aqui com a gente.
  Amanda riu e colocou a mão na barriga, sentindo dor.
- Marco, eu não posso rir...
- Desculpa, desculpa, amor, ele disse, beijando sua testa. – Eu vou sair pra você descansar.
   Ela procurou voltar a ficar séria e perguntou:
- Tem alguém da nossa família aí embaixo?
- Tem... Seu pai e minha mãe. A Rita veio, mas teve que voltar pra RR.
- Diz pra eles que eu estou bem e manda um beijo pros três. Logo eles vão poder subir.
- Eu digo. Descansa...

                                    LUÍS FELIPE E LETÍCIA
                                            PARTE I

CRIANÇA É SEMPRE BÊNÇÃO
     NOSSA PRIMEIRA MISSÃO É CUIDAR DELAS
            DEPOIS QUE NASCEM
                    ENSINAR A ELAS BOM PRINCIPIOS,
                                FÉ E ESPERANÇA!

         DEUS ABENÇOE A TODAS AS NOSSAS CRIANÇAS
                          ELAS NÃO SÃO O FUTURO
            SE NÃO LHES DAMOS UM BOM PRESENTE...

                           OBRIGADA E BOM DIA!

 
Velucy
Enviado por Velucy em 06/04/2021
Código do texto: T7225041
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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