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MANDY VI - ORAÇÃO - PARTE 2

                                    II – ORAÇÃO

                 Marco sorriu sem graça e pegou a caneta que a recepcionista lhe estendeu e assinou uma folha de sulfite que ela colocou na sua frente, como se ela já estivesse esperando por ele.
- Obrigada! – a moça agradeceu com um sorriso.
- Como você sabia que...?
- Eu estou esperando por você desde que o doutor Arnaldo disse que a Amanda ia ter o filho aqui com a gente. É um prazer ter vocês dois aqui.
- Obrigado...
- Pode subir. Quarto 352, na maternidade. Boa sorte e... vai dar tudo certo.
- Obrigado... de novo.
   Ele sorriu e correu para o elevador, subindo ao terceiro andar. Entrou no quarto e viu Amanda na maca, recostada, com Laila e o médico cada um de um lado dela. Ela sorriu quando o viu aparecer na porta.
- Namorado... disse baixinho.
   Marco se aproximou dela e Laila afastou-se para que ele chegasse mais perto da mulher. Ele beijou a mãe, apertou a mão do médico e segurou a mão dela, beijando Amanda.
- O que aconteceu? Por que você está aqui... hoje?
- Calma, está tudo bem. O doutor Arnaldo vai explicar tudo pra você.
- Tudo o quê? Nossos bebês estão bem, Arnaldo?
- Eu não queria conversar com você aqui. Vamos até lá embaixo tomar um café no refeitório do hospital?
- Eu não vou sair daqui por nada agora...
- Vai sim, ou eu te boto dormindo, te interno por indisciplina e aí você só vai acordar amanhã na hora do parto.
   Amanda e Laila riram. Marco olhou para ele e franziu as sobrancelhas, mas resolveu ceder. Beijou Amanda de novo e saiu do quarto com o médico. Desceram até o refeitório e Arnaldo pediu um suco de maracujá e uma água de coco, os dois em caixinha. Depois levou Marco até uma mesa.
- Eu queria natural, mas já que não tem, esses vão dar pro gasto. Tem um pouco mais de aditivo, mas... acho que não dá pra matar.
   Depois de sentado diante do médico, Marco só segurou a caixinha com o suco nas mãos e ficou olhando para ele.
- Toma, rapaz! É gostoso.
- Quer parar de me enrolar, Arnaldo?
- Toma o suco, mandou o médico com cara de zanga.
   Marco bufou, colocou o canudinho no orifício da caixa e sugou um pouco.
- Pra seu governo, suco de maracujá nunca teve o dom de me acalmar quando eu não estou a fim de me acalmar. Fala logo! O que está acontecendo com a Amanda? Meus filhos estão bem?
- Você está diferente. Está mais bonito... O que fizeram com você no Rio?
- Arnaldo!
- Calma! Desculpa, estou só tentando que você relaxe. Eu resolvi fazer o parto da Amanda com vinte e oito semanas de gestação porque, pelo que eu observei dela até agora, ela não suporta mais ficar se contendo só pra manter os bebês bem. Isso está deixando ela mais estressada ainda e a pressão dela está subindo muito.
- Eu percebi isso. Não é fácil pra uma mulher tão ativa quanto ela, ficar se contendo. Nem eu conseguiria. Ela só está fazendo isso pelos filhos mesmo.
- Pois é... E eu vi também que o menino está suportando tudo bem. Está com peso e tamanho normal para sete meses, mas a menina é menorzinha e mais frágil que ele. Eu resolvi tirar os dois para cuidar deles aqui fora. Será mais fácil monitorar o crescimento deles; dela principalmente.
   Marco colocou as duas mãos no rosto e o esfregou.
- E... a Amanda corre algum risco?
- Não, a Amanda está bem. Fez tudo direitinho, se alimentou como eu pedi com a ajuda da dona Dalva e da sua mãe e tudo está correndo de acordo com o que eu previ. O que está acontecendo é que, como eu falei no início das consultas, primeiro filho sempre requer cuidados e ainda mais quando são dois. Eu só quero cuidar da menina aqui fora. Tenho medo que ela não tenha tanta resistência quanto o menino pra ir até o fim da gravidez, se esperarmos os nove meses.
- Ela corre o risco de... morrer?
- Eu vou fazer de tudo pra isso não acontecer. É por isso que a Amanda está aqui.
   Os olhos de Marco se encheram de água. Ele cruzou os dedos das mãos e colocou as mãos unidas junto da boca.
- Minha menina... Não pode acontecer nada com a minha Letícia, Arnaldo.
- Não vai, já estamos trabalhando pra isso. Fique sossegado. Se você quiser ir pra casa descansar da viagem, tomar um banho e dormir um pouco pra ficar descansado pra amanhã, pode fazer isso. Se não...
- Eu não vou pra casa...
- Se não quiser, pode ficar aqui. A Amanda está num apartamento. Você pode pedir pra sua mãe ou seu pai te trazer roupas limpas e você toma um banho aqui mesmo, se troca e pode dormir no quarto com ela.
- Eu prefiro assim.
- Faça como você quiser, mas eu queria que você segurasse sua emoção e deixasse a Amanda o mais tranquila possível. Ela tem se portado muito bem, apesar de estar apreensiva também, mas está segurando muito bem a barra. Você é capaz de fazer isso?
- Vou tentar... ele disse, enxugando o rosto. – Eu sei que vai dar tudo certo. Tem que dar tudo certo. Não é o primeiro problema que a gente atravessa nessa vida, Arnaldo. Minha menina vai ser forte como a mãe dela é. Eu tenho fé nisso.
- Ótimo. Mantenha seu pensamento assim até amanhã, às oito, a hora do parto.

                                        ORAÇÃO
                                        PARTE II
 
                    MEDITAR É COMO REZAR, ORAR,
                       CONVERSAR COM O CRIADOR
                 FICANDO EM SILÊNCIO CONSIGO MESMO
             SENHOR, AJUDE-NOS A RESSUSSITAR CONVOSCO!
                             FÉ E ESPERANÇA SEMPRE!

              DEUS TENHA O CONTROLE DAS NOSSAS VIDAS

                                    OBRIGADA E BOM DIA!
Velucy
Enviado por Velucy em 05/04/2021
Código do texto: T7224203
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Velucy