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MANDY VI - PLANOS - PARTE 2

                                            II – PLANOS

                        No carro, Marco explicou para Amanda tudo que tinha acontecido e ela sorriu.
- É bem coisa de pai mesmo. É a cara do seu pai, fazer isso.
- Ele me enganou! É o fim da picada, Amanda. A gente ainda mora no apartamento que é dele!
- Não vejo assim... Você vai herdar. Ele já é seu...
- Não, não é. Eu preciso falar com o Teo. Saber até que ponto essa estória é absurda como parece. Você está muito cansada?
- Não, por quê?
- Topa ir até a casa dele agora?
- Claro. Quanto mais cedo a gente aliviar seu coração, melhor. O Teo tem esse dom. Vamos lá.

   Marco foi até a casa de Teo e nem quis entrar. Preferiu falar com ele junto do carro mesmo. Teo então contou todo o plano de Antônio desde o início e a quantia que ele já tinha em sua conta no banco Itaú. Marco encostou-se no carro, perplexo.
- Você está brincando!
- Não, Teo disse com um meio sorriso. – Ele tem aplicado esse dinheiro de todas as formas. E como ninguém mexe na grama desde oitenta e nove, ele rendeu, cresceu e... Só não cresceu mais por que nesse país a coisa que mais cresce é conta de político ladrão, mas... Você tem uma graninha razoável no meu banco.
- E a gente preocupado em pagar duas faculdades... disse Amanda, sorrindo.
- Eu não acredito... Não acredito que ele fez isso comigo.
- As intenções do seu pai foram boas, Marco, disse Teo. – Ele queria te dar o ap e não quis deixar você constrangido, pensando que estava morando de favor num lugar que não tivesse conseguido com seu esforço. Aconteceu tanta coisa naquela época.
- E eu estava morando de favor! Não deu no mesmo? Ele me enganou, me iludiu! O dinheiro que eu paguei nunca chegou às mãos do vendedor!
- O ap ia ser seu de qualquer forma, cara. É seu. Ele só quis te ajudar.
- Ajudar? Ajudar no quê? Diz pra mim, no que isso me ajudou. Ele me colocou pra fora de casa quando eu disse que ia casar com a Amanda. Achou que eu estava querendo me ver livre deles e foi o mesmo que mandar eu me virar. Pois bem, eu me virei e a obrigação dele era ter aceitado todo o dinheiro, pombas! Mas não, ele vem e dá uma de paizão e nem toca na grama, achando que isso me faria bem. Pois não fez, Teo! Não fez!
- Ele teve essa ideia depois que colocou você pra fora de casa. Pegou os seus cheques e abriu essa conta no banco.
- Pois amanhã eu vou até a sua agência, retiro tudo da conta e deposito na conta dele eu mesmo.
- Marco... você vai magoar seu pai, disse Amanda.
- Magoar por quê? O dinheiro é dele! Eu comprei a droga do apartamento. Eu vou pro Rio, consigo o dinheiro que preciso, compro nossa casa e devolvo tudo pra ele. Eu quero que meus filhos morem em um lugar que foi conseguido com meu esforço e é isso que vai acontecer. Tchau, Teo. Me espera amanhã.
- Tchau, cabeça dura.
- Tchau, Teo, disse Amanda, segurando a mão dele pela janela do carro.
- Tchau, gordinha fofa. Como estão meus sobrinhos?
- Bem e o seu?
- Deve estar. Vou ver a minha gata hoje.
- Dá um beijo nela por mim.
- Dou... Tchau.

        Já de volta para casa, Amanda perguntou:
- Marco, por que seu pai contou isso pra você agora?
- Porque eu disse a ele que ia pro Rio trabalhar lá e ele não concordou muito. Eu falei que precisava de dinheiro porque a gente está querendo comprar uma casa e ele veio com essa estória toda. Me jogou meu próprio dinheiro na cara, só pra eu não ir pro Rio. Dá pra entender?
- Dá... ela disse, sorrindo. – Saudade por antecipação...
- Eu não entendo... Eu contei pra ele só por contar. Não me importa o que ele pensa ou deixa de pensar. Não estava pedindo permissão. Eu não dependo mais dele. Eu sou casado e a única opinião que importa pra mim agora é a sua. É a única opinião que pesa pra mim.
- Ele é seu pai.
- Eu sei. Eu não me esqueci disso. Eu amo aquele cabeça dura, mas não vou deixar ele modificar minhas decisões. Não teria cabimento.
- Você não vai ficar sem falar com ele de novo, vai?
- Não, se ele aceitar o dinheiro numa boa, não. Vai depender dele.
- Não sei quem é mais cabeça dura... disse ela, acariciando a barriga, calmamente.
   Ele olhou para ela e riu, colocando a mão sobre a barriga também.
- Está tudo bem aí, filhotes?
- Está, papai, mas você não deixou a gente comer aquele bolo gostoso que a vovó e a mamãe fizeram lá na casa da vovó.
   Marco ficou sério e se lembrou do bolo que ela e a mãe estavam acabando de fazer quando saiu da casa dos pais.
- Caramba... desculpa, amor. Está com desejo de comer aquele bolo?
- Não, estou com vontade mesmo. A fase do desejo já passou faz tempo. Passa numa padaria e compra um pra mim, bem melecado de chocolate.
- É pra já, anjo.
   Amanda riu e passou a mão esquerda pelo cabelo dele.


                                         PLANOS
                                        PARTE II


                    MEDITAR É COMO REZAR, ORAR,
                     CONVERSAR COM O CRIADOR
              FICANDO EM SILÊNCIO CONSIGO MESMO
            SEXTA-FEIRA DE SILÊNCIO MEDITATIVO A TODOS!
                       DEUS PERDOE A TODOS NÓS...
             POIS AINDA NÃO SABEMOS O QUE FAZEMOS!
                           FÉ E ESPERANÇA SEMPRE!

                                    OBRIGADA...
Velucy
Enviado por Velucy em 02/04/2021
Código do texto: T7221796
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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