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LEONEL IV - FUI EU... - CAPÍTULO 5

                               CAPÍTULO V – FUI EU...

                          Quando Helena desceu, encontrou Leonel sentado na sala sozinho. Ela sentou-se junto dele.
- Eu já vou embora...
- Como é que ele está?
- Eu o deixei no quarto dele. Acho que vai dormir um pouco. Ainda está muito assustado com tudo.
- Obrigado pelo apoio.
- Você já conversou com ele sobre isso?
- Não... Você viu. Ele subiu nervoso depois que eu cheguei. E eu nem sei o que dizer. Tenho medo de ser injusto e magoá-lo.
- Desde que eu conheci vocês, ele passou o tempo todo magoando você, Leonel.
   Ele baixou a cabeça e olhou para as mãos unidas.
- Acho que é disso que o Leandro não gosta em mim. Essa minha mania de estar sempre... querendo acreditar nas pessoas, querendo... perdoar e compreender as pessoas. Ele sabe ser direto e não se magoa, só porque os outros não querem ser magoados. Ele é o oposto de mim.
- Foi isso que me fez me apaixonar por você...
   Ele olhou para ela e ficou em silêncio.
- Você se arrepende de ser como é? – ela perguntou.
- Não... mas se mudar a mim mesmo garantisse o carinho do meu irmão... eu faria um esforço pra mudar. Não gosto da sensação de que ele não gosta de mim ou que... esse ódio o faria ter a ideia de pagar alguém pra... me fazer mal... Dói demais...
   Helena sorriu e tocou o ombro dele.
- Eu amo você...
   Leonel sorriu triste. Helena aproximou o rosto do dele e beijou sua boca com carinho. Ele se entregou àquele beijo e colocou a mão em seu pescoço, beijando-a com intensidade, depois afastou-se rapidamente colocando a mão na boca.
- A gente tem que parar com isso, Helena... Não vamos chegar a lugar nenhum assim... Minha tia quase pegou a gente na biblioteca...
   Ela sorriu.
- Não pegou porque você parou...
   Ele olhou para o alto da escada e pensou no irmão. Helena acariciou o rosto dele e levantou-se.
- Eu volto amanhã. Conversa com o Leandro. Vai acabar tudo bem. Tenho certeza. Tchau.
- Tchau... ele respondeu.
   Ela saiu. Leonel esfregou o rosto.

   À noite, em seu quarto, Leonel não conseguiu dormir. Leandro também não, não sabia se pelo fato de ter dormido à tarde ou mesmo pelo fato de estar martelando em sua cabeça a indecisão de contar ou não toda a verdade ao irmão. Podia ser também por não ter descido para jantar e estar com fome; não tinha descido por não querer encarar Leonel.
   Também não conseguia se imaginar na delegacia tendo que passar por todo um interrogatório que por fim acabaria por acusá-lo de qualquer modo. Levantou-se e, criando coragem, foi até o quarto do irmão. Bateu na porta.
- Leonel, está acordado?
   O rapaz ouviu a voz do irmão e pensou por um segundo, mas respondeu:
- Entra...
   Ele entrou. Leonel estava deitado, mas sentou-se na cama.
- Posso... falar com você?
- Claro... disse Leonel, mais tenso do que o irmão.
  Leandro sentou-se aos pés da cama.
- Você nem desceu pra jantar... disse Leonel. – O pai quase pede pra Rosa subir com um prato pra você. Deve estar morrendo de fome.
- Um pouco...
- Tem um prato feito na geladeira pra você. A Cris deu a ideia. Você esquenta no microondas e...
- Minha fome não é tão importante agora, Leonel, me deixa falar! Preciso te contar uma coisa.
   Leonel calou-se.
- Para com isso de ser sempre esse bom samaritano, o irmão mais velho carinhoso com o caçula... Acho que não mereço isso...
- Do que você está falando?
- Uma vez você me perguntou se eu não queria saber por que eu te odiava tanto... De onde vinha o ódio que eu sentia por você...  e eu disse que não te odiava... só queria... ver você morto...
   Leonel sentiu a garganta arder e os olhos se encherem de água.
- Eu não sei de onde vem isso... mas não é verdade... Não sei o que me faz sentir essas coisas por você... Você é meu irmão. Meu único irmão e o certo seria... eu gostar de você pra caramba e eu gosto, mas... Fui eu...
- Você o quê?
- Fui eu quem... fez aquilo...
- Aquilo o quê, Leandro?
   O rapaz respirou bem fundo:
- Eu paguei pro Gil... e os dois caras, amigos dele, atacarem você, no apartamento do Floyd!


                   LEONEL (REENCARNAÇÃO) IV – CAPÍTULO 5
                                            “FUI EU...”
                           OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                POR SUA PIEDADE, ENSINA-ME A SER PIEDOSO...
            POR SEU AMOR, ENSINA-ME A AMAR SEM RESERVAS...
                                    E PELAS BÊNÇÃOS!
                 NÃO PERMITA QUE EU ME APARTE DE VÓS
                                  BOM DIA E OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 05/08/2020
Código do texto: T7026613
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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