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LEONEL IV - CRESCER DÓI, MAS PASSA - CAPÍTULO 4

                      CAPÍTULO IV – CRESCER DÓI, MAS PASSA

                                   Depois que saiu da biblioteca, Helena foi até a cozinha beber um copo d’água para se refazer da emoção que tinha sido ficar com Leonel e do que quase chegou a acontecer entre os dois.
   Ela amava realmente o rapaz e teria que fazer alguma coisa pra contar isso ao namorado. O que não seria uma tarefa muito simples. Mas agora era hora de dar apoio a ele e saber que tipo de envolvimento Leandro tinha com o que tinha acontecido com o irmão.
   Subiu ao quarto dele e o viu deitado na cama. Bruno estava na janela, parado, pensativo.
 - Com licença, seo Bruno? – ela disse, entrando no quarto.
- Entre, Helena. Que bom que você não foi embora. Fique aqui um pouco com ele. Você sabe se minha irmã já chegou da rua?
- Já. Ela está conversando com o Leonel lá embaixo.
- Ótimo! Vou ver o que ela trouxe de novidade sobre o inventário da avó da minha mãe. Fique à vontade.
- Obrigada...

   Bruno aproximou-se do filho e passou a mão por sua cabeça.
- Procure se acalmar, filho. Se você não tem culpa de nada, não deve temer nada. Vai dar tudo certo amanhã.
   Leandro apenas concordou meneando com a cabeça. Bruno saiu do quarto.
   Helena sentou-se junto do namorado e ele deitou a cabeça em seu colo abraçando sua cintura. Ele parecia muito triste e não estava autoconfiante e agressivo como sempre. Parecia triste de verdade e desanimado.
- Posso te fazer uma pergunta? – ela disse.
   Ele não respondeu.
- Foi você, Leandro? – ela perguntou, séria, segurando a mão dele.
   Ele continuou em silêncio. Não levantou a cabeça. Limitou-se a abraçar sua cintura com mais força e recomeçou a chorar.
- Me ajuda, Helena!
   Ela ficou atordoada e perplexa. Baixou a cabeça até ele e o abraçou também ainda mais forte.
- Meu Deus, Leandro, isso é muito grave!
- Eu estava com ciúme dele e de você! Não quero te perder pra ele. Fiquei com raiva daquela noite em que ele foi te levar pra casa... Eu amo você! Você é a minha namorada e a coisa mais importante no mundo pra mim! Não posso perder você pra ele também, como perdi minha mãe e meu pai!
- Você não perdeu nada pra ele, Leandro! E nada disso justifica! Seu irmão poderia ter morrido!
   Leandro sentou-se na cama, enxugando os olhos.
- Não era pra ter sido tão violento como foi. Era só pra assustar. Eu não queria que eles o violentassem como fizeram. Só paguei pra eles darem uma prensa... um susto. O Gil era um coitado, sofrendo de Aids, ia morrer mesmo, poderia levar a culpa de tudo... A justificativa seria o ciúme que ele tinha do Floyd, e tinha mesmo! Ele me contou que não suportava o Leonel. Sabia que o Floyd gostava dele e não gostava quando o Leonel ia até o apartamento deles porque o Floyd era todo atenções pra ele. Mas eu não imaginei que ele fosse arrumar dois caras tão barra pesada. Ele me disse que conhecia os caras da banda do Floyd. Imaginei que fossem gente como ele e não dois... tarados! Também não imaginei que o cara fosse se matar e contar tudo num bilhete! Deve ter batido o arrependimento e isso estragou tudo! Eu já estava arrependido bem antes, quando vi o Leonel no hospital tão mal, quase morto... Não senti prazer nenhum em ver meu irmão daquele jeito, eu juro! Eu não sou um assassino, Helena! Acredita em mim!
- Acredito... calma! Mas se você está realmente arrependido, conta pra ele!
- Não! Não, eu não poderia encarar o Leonel, meu pai e a tia Cris... depois.
- Vai ser pior contar tudo pra polícia depois, se descobrirem, Leandro. Será um problema pra família toda! Seja honesto com o Leonel. Se você se arrependeu, vai ficar provado pra ele que você está sendo sincero. Ele é um cara muito bom. Vai te perdoar e pode até fazer com que o delegado arquive o processo...
- E se não perdoar? Eu não sei se perdoaria...
- Não vale a pena correr o risco e ficar com a cabeça livre depois?
   Leandro pensou e respondeu:
- Eu vou pensar... Estou com medo... Muito medo...
   Ele se abraçou a ela novamente.
- Não me deixa. Não me abandona por isso, Helena. Eu te amo demais.
- Fica tranquilo. Por que você não dorme um pouco? O dia amanhã vai ser difícil. Descansa e pensa no que eu falei. Conversa com o Leonel sobre isso hoje à noite. Ele é seu irmão e te ama... mais do que você o ama... Quem sabe não seja esse o momento de você acreditar nisso de verdade? Crescer dói, mas passa.
   Ele respirou fundo e ela o beijou na boca.


                          LEONEL (REENCARNAÇÃO) IV – CAPÍTULO 4
                                  “CRESCER DÓI... MAS PASSA”
                                OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                     POR SUA PIEDADE, ENSINA-ME A SER PIEDOSO...
                  POR SEU AMOR, ENSINA-ME A AMAR SEM RESERVAS...
                                          E PELAS BÊNÇÃOS!
                        NÃO PERMITA QUE EU ME APARTE DE VÓS
                                       BOA TARDE E OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 04/08/2020
Código do texto: T7026030
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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