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LEONEL IV - QUASE PASSANDO DOS LIMITES - CAPÍTULO 2

                   CAPÍTULO II – QUASE PASSANDO DOS LIMITES

                            Quando Leonel chegou em casa, encontrou Leandro na sala com dois policiais e Bruno. Helena estava com eles, sentada numa poltrona mais distante. Todos já sabiam da denúncia, provavelmente. Bruno levantou-se quando o viu entrar.
- Viu a confusão em que seu amiguinho meteu seu irmão? Agora até o Leandro é culpado pelo que te aconteceu.
   Leonel olhou para o irmão que estava com os olhos vermelhos de chorar. O rapaz não conseguiu encará-lo.
- Quer conversar, Leandro?
- Se você acredita nessa história, não quero conversar nada! Não fala comigo!
   Ele levantou-se e saiu da sala, subiu correndo para seu quarto. Helena ia segui-lo, mas o próprio Leandro a impediu:
- Não sobe não. Quero ficar sozinho.
  A moça cruzou os braços e voltou-se para Leonel, constrangida.
- Eu vou embora... Ele está muito nervoso...
- Não, fica... disse Leonel. – Ele vai se acalmar e... pode precisar de você. Fica.
  Helena sorriu e sentou-se.
  Os policiais levantaram-se também e um deles disse:
- Nós vamos voltar pra delegacia, mas as ordens são para que seu filho não saia de casa até amanhã, na audiência com o delegado, às dez horas.
- Não se preocupem. Estaremos lá.
- Até logo e passar bem.
   Os dois se retiraram e Bruno foi acompanhá-los até a viatura. Leonel sentou-se no sofá. Helena falou:
- Não posso acreditar que o Leandro tenha feito uma coisa dessas contra você... É sórdido demais!
   Leonel não disse nada. Apenas olhou para o alto da escada, colocou os dois pés apoiados na mesinha de centro e cruzou os braços sobre os joelhos.
  Bruno voltou e perguntou:
- Você acredita nessa sandice?
   Leonel esfregou o rosto, respondendo quase que automaticamente:
- Não sei, pai...
- Como não sabe? Ele é seu irmão, Leonel!
- Mas não morre de amores por mim! – Leonel respondeu no mesmo tom.
- Leonel!
- Pai... me desculpa falar com você assim, mas eu... eu preciso pensar, tá? Me deixa pensar. É absurdo demais, mas não é impossível...
- Filho!
- O Leandro é inteligente e... nunca foi muito ligado a mim. Ainda mais agora depois que a mamãe e a vovó morreram... ele ficou ainda mais arisco comigo. Se foi ele, o que eu quero acreditar que seja mentira do Gil, eu vou ter que pensar no que fazer, como agir; se não foi, a gente vai ter que tirá-lo dessa. Mas pelo pouco da vida que eu conheço, um cara não mentiria escrevendo uma carta póstuma, minutos antes de tirar a própria vida. A troco de que ele faria isso?
   Bruno ficou em silêncio.
- Não me pressione a dizer o que eu penso ou deixo de pensar agora, pai. Fique do lado dele. O Leandro deve estar precisando muito mais de você do que eu agora. Mas não me pressione.
Cadê a tia?
- Ainda não voltou da cidade. Saiu pra conversar com o advogado da mamãe e ainda não chegou. Deve estar aí em pouco tempo... Eu vou subir pra ver como meu filho está. Fique à vontade, Helena. Se o Leandro se acalmar e quiser falar com você, eu desço pra te chamar.
- Obrigada, seo Bruno.

   Bruno subiu. Leonel encostou-se no sofá e ficou pensativo.
- Deve estar sendo muito difícil pra você passar por tudo isso, não é? – Helena perguntou, indo sentar-se no sofá ao lado dele. – Eu nem consegui falar com você ainda sobre isso. Dizer que... eu senti muito por tudo...
   Leonel não conseguiu olhá-la nos olhos. Baixou os seus e olhou para as mãos unidas. Helena imaginava o que se passava por sua cabeça. Colocou a mão sobre as dele.
- Fala comigo, Leonel...
   Ele mordeu o lábio inferior e fecho os olhos. Uma lágrima rolou por seu rosto, silenciosa. Helena encostou a testa na testa dele. Leonel segurou a mão dela e a apertou. Levantou-se e a levou até a biblioteca. Helena o seguiu sem pensar em mais nada.
   Ele fechou a porta, depois de entrarem. A moça encostou-se na porta e ele ficou algum tempo olhando para ela.
- Por que você me trouxe pra cá? – ela perguntou.
   Ele não respondeu, apenas aproximou-se e a beijou apaixonadamente. Levantou-a do chão, durante o beijo e a levou até o sofá, mas quando percebeu que o que estava fazendo estava passando dos limites, parou, ofegante, e ficou olhando para ela.
- Por que parou? – ela perguntou, também ofegando.
- Eu não posso fazer isso...
- Por que não? Eu já disse que te amo e se não quisesse também, não teria vindo até aqui com você...
- Não posso...
   Ele se levantou e ajudou-a a levantar-se também.
- Me desculpe... Não posso fazer isso.


                    LEONEL (REENCARNAÇÃO) IV – CAPÍTULO 2
                          “QUASE PASSANDO NOS LIMITES”
                             OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                POR SUA PIEDADE, ENSINA-ME A SER PIEDOSO...
            POR SEU AMOR, ENSINA-ME A AMAR SEM RESERVAS...
                                     E PELAS BÊNÇÃOS!
                      NÃO PERMITA QUE EU ME APARTE DE VÓS
                              BOA TARDE E OBRIGADA!

Velucy
Enviado por Velucy em 03/08/2020
Código do texto: T7025118
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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