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Luxúria áurea

- Prelúdio -

Eis a história de uma mulher, bela mulher, que à vida resolveu se deixar levar, envolvendo-se com um homem que fez sua vida mudar. Seu nome é Áurea, seu nome lhe define, é como se fosse ouro, de tão preciosa pela família e pelos que lhe desejavam. Seu cabelo era feito platina, sedosos e macios e de rosto definido e lábios bem desenhados. Uma mulher de belo porte, delicada e elegante, criada no luxo, pertencente à nobreza.

Tinha seus vinte e oito anos, solteira, nunca apresentou namorado algum para a família, que se preocupava com a insistência da moça em permanecer sozinha. Ela era condessa num principado próspero e sua família, uma das mais ricas, tinham bons laços com o príncipe que governava o lugar, tanto que a esposa do já velho governante era Elis, matriarca da família de Áurea.

O que todos não sabiam da recatada dama era que ela, na verdade, sempre que podia, saía de casa para se encontrar com homens que arranjava por aí. Sentia mais prazer em fazer algo que julgava ser proibido, que as pessoas condenariam...

Já era recorrente esses atos de Áurea, sempre inventando desculpas para sair do palacete que morava e passar o tempo com homens, em sua maioria, casados e compromissados. Ficava com um, por uns dias, depois largava e se entregava para outro, nenhum parente desconfiava da segunda vida que levava a menina de ouro da casa.

Um dia, porém, um homem lhe chamou atenção, o que era raro, os homens que iam até ela, mas aquele era especial. Foi numa festa feita na casa da família Lima e Torres, a de Áurea. Estavam comemorando a união matrimonial de Elis e o príncipe Martins, faziam trinta anos juntos naquele dia.

Muitos convidados lá presentes, mas Daniel, filho de Martins, atraiu o olhar da mulher. Um homem bonito, maduro, poderoso e de valores, casado com uma mulher à sua altura, Quélia, juíza de renome daquela terra.

A festa seguiu, Áurea passou grande parte do tempo lançando olhares para Daniel, que pareciam até inocentes, mas cheios de luxúria. Mexia-se insinuante para o homem que almejava, percebia dele os olhares, que tentava disfarçar da esposa. Mostrava um pouco seu decote, exibia seu pescoço, todo o charme para aquele homem.

Por mais que fosse um indivíduo respeitável e certo, não tinha como não se encantar com a bela donzela, era inevitável. Áurea teria ele.


Rodrigo da Portela
Enviado por Rodrigo da Portela em 01/08/2020
Código do texto: T7023422
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Sobre o autor
Rodrigo da Portela
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Rodrigo da Portela