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LEONEL III - MEU FILHO, MEU PAI... - CAPÍTULO 10

                     CAPÍTULO X – MEU FILHO, MEU PAI...
                                 
                                  Doutor Xavier veio rapidamente e fez baixar a febre de Leonel. O rapaz ficou desacordado durante toda a tarde e grande parte da noite. Cristina e Bruno não saíram de perto dele, revezando-se.
- O que é que está havendo com meu filho agora, Cris? – Bruno perguntou.
- Tenha paciência, meu irmão. Ele vai ficar bem.
- Ele disse pra você se caiu, bateu a cabeça, o que aconteceu pra ter ficado desacordado aqui no seu quarto?
- Não, mas disse que não bateu a cabeça. Quando ele acordar, vai poder explicar melhor.
   Bruno passou a mão pela testa do filho e disse, depois de um tempo:
- Agora eu senti que meu filho estava aqui, mas antes... não era ele, era?
   Cristina ficou em silêncio.
- Responde, Cris... Quem falava comigo antes, no hospital e mesmo aqui em casa, não era o Leonel... era?
   Ela balançou a cabeça negando.
- Era... meu pai? Era ele? – Bruno perguntou, hesitante.
   Bruno apontou, apenas olhando, para o retrato de Leo Torres.
- Era... mas não vamos falar sobre isso agora, Bruno. O nosso Leonel está aqui e precisa de nós. Leo Torres foi embora e está morto. Não pense mais nisso.
- Ainda não entendo porque o Leandro estava tão nervoso quando encontrou o irmão desmaiado. Ele também tem a ver com essa história?
- Não... ela mentiu. – Vá descansar. Eu vou ficar aqui com ele. Amanhã ele vai estar melhor.
   Ele concordou. Beijou o rosto do filho e da irmã e levantou-se.
- Me acorde a qualquer hora se precisar.
   Bruno saiu do quarto.

       Leonel acordou às três da manhã, sem febre e chamou por Cristina, que estava dormindo sentada no sofazinho perto dele.
- Cris!
   Ela abriu os olhos e inclinou o corpo mais para perto dele.
- Oi, meu anjo... Como está se sentindo?
- Ainda com sede...
- Vou pegar água pra você.
   Ela foi até a moringa e encheu um copo para ele. Leonel bebeu muita água e só parou porque Cristina pediu.
- Calma, não vamos exagerar. Você toma mais depois, se continuar com sede.
- Parece que eu tomei um porre! Meu corpo está todo dolorido, minha cabeça e meu pescoço doem... O que foi que houve comigo? Tive um sonho horrível...
- Sonho?
- Discutia com você... Dá pra acreditar?
- Leonel, você se lembra que saiu do hospital há poucos dias?
   Ele fixou os olhos nos delas, franzindo as sobrancelhas e murmurou:
- Hospital?
   As lembranças começaram a voltar à sua mente. Floyd... Gil... Os dois rapazes agredindo-o com violência... A respiração foi ficando alterada e difícil.
- Gil... O Gil tem Aids...
  Ele apertou a mão de Cristina com força e começou a chorar.
- Meu Deus! Pede pra eles pararem, Cris... Chega!
  Ela o abraçou, também chorando e tentou acalmá-lo.
- Está tudo bem agora, meu querido. Acabou...
   Leonel escondeu o rosto no ombro dela e depois de muito chorar, acalmou-se. Quedou-se quieto na mesma posição, enquanto Cristina acariciava seus cabelos.
- Eu não fiz nada pra merecer isso, tia... ou fiz?
- Não, não fez... Não pense mais nisso. Você está vivo e está com a gente.
- Foi o Gil... o caso do Floyd... Parece que eu estou vendo o olhar de ódio dele... Eu nunca tive nada com o Floyd, Cris. Eu juro!
- Eu sei! Eu sei!
- Eu fui até lá porque... estava confuso, minha cabeça estava a mil e o Floyd sempre me ajudou a colocar minhas ideias em ordem. Quando não dava pra resolver, a gente tocava junto por horas e passava tudo. Ele é meu melhor amigo. O Gil nunca se conformou com isso... mas eu não podia me afastar do Floyd por causa dele. Eu o conheço há bem mais tempo... Eu não merecia isso...
- Não fique assim...
- Eu preciso ver o Floyd... tenho que avisar ele sobre o Gil. Ele é perigoso. Tem amigos barra pesada demais. Precisa denunciar os dois à polícia...
- Ele já se afastou do Gil.
- Afastou? O Gil saiu de lá?
- Ele saiu...
   Leonel olhou-a de frente.
- Mas por quê? O Gil não pode...
- Ele quis assim, Leonel.
   O rapaz passou as mãos pelo rosto.
- Eu preciso ver o Floyd. Traz ele aqui, tia.
- Seu pai não vai gostar...
- Então eu vou até onde ele está. Você sabe?
- Não, não sei. Mas acho bom você ficar calmo e esperar. Você ainda não está bem. Seu pai não vai deixar você sair daqui.
   Leonel fechou as mãos, nervoso.
- Meu Deus, parece que eu estou preso dentro do meu próprio corpo! Queria poder sair correndo daqui, mas... não consigo!
- Eu só peço a você que tenha calma. Eu vou tentar descobrir onde ele está e convencer o Bruno a deixar ele vir até aqui falar com você, mas fique tranquilo, por favor, meu bem.
  Leonel encolheu o corpo todo e se abraçou a ela de novo, tentando se acalmar.
- Eu não merecia isso... Não merecia, tia... Eu quero morrer...
- Calma, meu amor... ela disse, com voz tranquila. – Já acabou tudo, acabou... acabou, graças a Deus! Você está em casa e bem, querido.


                    LEONEL (REENCARNAÇÃO) III – CAPÍTULO 10
                                    “MEU FILHO, MEU PAI...”
           O AMOR DE DEUS É IMENSO! USUFRUA DELE COM AMOR,
                                      AMANDO SEU IRMÃO.
                             OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                     PELA PIEDADE, PELO AMOR E PELAS BÊNÇÃOS!
                                      BOA TARDE E OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 30/07/2020
Código do texto: T7021313
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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