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LEONEL III - CONVERSA REVELADORA - CAPÍTULO 4

                           CAPÍTULO IV – CONVERSA REVELADORA


                      Cristina saiu do quarto e Leonel abriu a tampa do piano.
 Começou a tocar uma canção mesmo sem a partitura. A música tinha sido composta por Leo Torres. Era ele quem estava ali naquele momento.
   A música fluía leve. Tinha sido composta para sua mãe Melinda e ele fechou os olhos enquanto tocava, para sentir a música.
   Estava enlevado nessa emoção quando a porta se abriu e Leandro entrou por ela, sem fazer barulho. Leonel nem o percebeu. O som do piano, apesar de suave, conseguiu abafar qualquer outro som que ele pudesse ouvir. Leandro aproximou-se devagar e encostou-se ao piano, cruzando os braços sobre ele, ouvindo o irmão tocar, concentrado.
   A despeito de tudo que sentia de negativo a respeito de Leonel, sempre tinha apreciado aquele lado dele. Gostava de ouvir o irmão tocar e sabia que ele tocava bem.
   Infelizmente, ao invés de se orgulhar dessa qualidade do irmão, Leandro só pensava na inveja que sentia dele.
   Esperou que a música terminasse e Leonel saísse de seu transe. Quando parou de tocar, o rapaz respirou fundo e abriu os olhos. Não chegou a se assustar ao ver Leandro diante dele, mas esperava que um encontro como aquele fosse acontecer alguma hora.
- Você toca bem pra caramba... Leandro disse, com um sorriso que pareceu sincero.
   Leonel continuou em silêncio.
- A gente... não conversou ainda a sós... depois de tudo que aconteceu com você. A Helena estava sempre por perto e... eu não quis te deixar constrangido.
   Leonel ou... Leo sabia que teria que ter muito jogo de cintura para continuar aquela conversa. Ia ter que ser muito tranquilo no que fosse dizer.
- Você quer falar do quê?
- Do que aconteceu com você no AP do seu amiguinho. Queria saber como foi a experiência.
- Eu não acredito que você veio aqui pra isso. Eu não sei se quero falar sobre isso com você...
- A gente é irmão. Juro que não conto pra ninguém. Estamos sozinhos.
- Leandro... eu não falei sobre isso com ninguém, nem com o médico.
- Eu só queria saber... como você está se sentindo agora, depois dessa sua nova experiência com o Floyd.
   Leonel fechou a tampa do piano devagar.
- Você sabe que não foi o Floyd...
- É, foi muito conveniente ele te levar pro hospital, dizendo que você tinha sido... atacado por... vândalos, mas a gente sabe que isso não é totalmente verdade. A festinha de arromba que vocês dois fizeram deve ter sido tão boa que vocês tinham que arrumar uma desculpa pra enganar o papai, a tia Cris e o médico, pra não falar da polícia.
- Sai daqui, Leonel disse com voz tranquila, sem desviar os olhos dos dele.
- Eu vou sair, Leandro disse, com um sorriso cínico nos lábios, agora sendo ele mesmo. – Mas antes eu quero dizer que você foi avisado: fica longe da minha namorada. Ela já sabe do que você gosta e não vai nem pensar em se meter com você.
- Foi você... Leonel disse, perplexo.
- Fui eu sim. Pra te mostrar que eu não estou brincando. Você não vai me roubar mais nada. Roubou meu pai, minha mãe, até minha tia, mas não vai roubar minha namorada.
- Eu posso contar isso pra polícia.
- E quem vai acreditar em você? Você não estava com amnésia? Ah! Mas que pena. Você não me viu lá! Nem disso você pode se lembrar. Eu estava no colégio, com a Helena, estudando, no momento em que você transava numa boa com seu namoradinho Floyd.
  As lágrimas correram pelo rosto de Leonel.
- Você é nojento... ele sussurrou. – Sai... daqui.
- Já vou. Vou te deixar com sua música. Você devia ir descansar no seu quarto. Esse quarto me dá arrepios toda vez que eu entro aqui. Aquela foto do verdadeiro pai do papai parece que está olhando pra mim, cobrando alguma coisa. A tia Cris, às vezes, parece que tem um parafuso a menos por conseguir dormir nesse quarto. Eu hein! Tchau, maninho.
   Leandro saiu. Leonel cruzou os braços sobre o piano e encostou a cabeça deles, chorando.
- Deus!
   

                    LEONEL (REENCARNAÇÃO) III – CAPÍTULO 4
                                “CONVERSA REVELADORA”
            O AMOR DE DEUS É IMENSO! USUFRUA DELE COM AMOR,
                                      AMANDO SEU IRMÃO.
                            OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                     PELA PIEDADE, PELO AMOR E PELAS BÊNÇÃOS!
                                  BOA TARDE E OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 27/07/2020
Código do texto: T7018281
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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