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LEONEL III - DE VOLTA AO CASARÃO - CAPÍTULO 3

                       CAPÍTULO III – DE VOLTA AO CASARÃO

                             Cristina e Floyd estavam esperando por eles na sala ao lado. Ela sorriu e veio abraçar Leonel.
- Tão bom te ver de pé.
- Também acho. Já estava quase esquecendo como se andava.
   Leonel olhou para Floyd e perguntou:
- Você sumiu por quê? Há três dias que não aparece.
- Estive procurando outro buraco pra morar. Saí do meu apartamento. Estou na casa do Caio por enquanto.
- E o Gil?
- Eu o deixei lá em casa.
- Depois de tudo que...
- Eu quis sair, Leo. Ele precisa mais do que eu. Não tem onde ficar e está doente.
  Leonel balançou a cabeça como a sinalizar que não concordava com aquela atitude. Bruno falou:
- Vamos, filho. Você já ficou tempo demais aqui.
   Leonel apertou a mão de Floyd e se afastou com o pai. O rapaz não se moveu e Cristina perguntou:
- Você não vem? Podia ficar lá em casa... enquanto não encontra um lugar pra morar.
- Está gozando da minha cara? Eu, morando na mesma casa com Bruno Marques? Na outra encarnação isso até foi possível, nessa acho que não... Preciso falar com você, se fosse possível.
- Agora?
- Não necessariamente, quando você puder... mas tem que ser hoje.
- Tem algo a ver com seu sumiço?
- Tem.
- O Gil?
- Não quero falar aqui.
- Tudo bem. Eu vou com meu irmão e o Leo até em casa. Vou... ajudá-lo a se acomodar. Voltar ao casarão vai ser meio estranho pra ele, você sabe... Eu volto pra gente conversar. Me espera...
- Vou ficar no restaurante onde a gente almoçou.
- Ok. Em uma hora estou de volta.
   Ela o beijou no rosto e se afastou. Floyd a seguiu de perto e a viu entrar no carro de Bruno. Leonel olhou para ele e levantou a mão aberta, num aceno. Floyd fez o mesmo, sorrindo.

   No caminho de casa, Leonel sugeriu:
- Ele está sem onde morar, pai. Você podia deixar ele ficar com a gente lá em casa...
- Não abuse da minha paciência, Leonel. Tolerar esse rapaz já está sendo demais pra minha saúde. Não peça pra eu trazê-lo pra dentro da minha casa.
- A gente tem uma casa imensa. Se ele ficasse na garagem já ia ser de grande ajuda. O Floyd não é de muito luxo...
- Eu acho uma ótima ideia, Bruno, Cris concordou. – Seria por poucos dias.
- Se vocês não querem sair do carro e pegar um táxi pra voltar pra casa, recomendo que calem a boca.
   Leonel e Cristina se olharam e resolveram não insistir mais.

   O carro parou diante da casa. Bruno saiu do veículo e foi abrir o portão. Cristina colocou a mão sobre o ombro de Leonel e perguntou:
- Você está de volta em casa... Leo.
- É... ele disse, sentindo coração bater forte e olhando para a fachada do casarão.
 
  Quando entrou em casa, Leonel olhou para tudo em volta e sentiu um arrepio estranho, um mal estar repentino e uma forte dor de cabeça.
  Helena estava na sala com Leandro, esperando por ele.
- Bem vindo de volta, ela falou, segurando sua mão e sorrindo.
- Obrigado...
- Oi, cara, Leandro o cumprimentou um tanto frio como de costume. - É bom te ver de volta.
- Oi... Leonel respondeu, colocando a mão na nuca, massageando-a.
- Deixei seu quarto pronto lá em cima, disse Cristina. – Seria bom descansar um pouco. Eu subo com você.
   Leonel concordou porque não estava mesmo muito disposto a pensar em nada. Cristina subiu com ele, mas ao chegar ao corredor, ele parou diante da porta do quarto de Cristina e ficou olhando para ela.
- Você não quer descansar no seu quarto? – ela perguntou.
   Leonel abriu a porta do quarto da tia e entrou nele. Cris o seguiu, mas não falou nada. Leonel ficou olhando em volta e seus olhos encheram-se de água.
- Vamos pro outro quarto, Leo. Esse aqui não te faz bem ainda.
- Eu estou bem, Cris. Lugares não fazem mal às pessoas; as pessoas é que os tornam inabitáveis...
   Ele foi para perto do piano e sentou-se na banqueta. Abriu a tampa e deslizou os dedos sobre o teclado. Cristina lembrou-se da primeira vez em que viu Leo sentado naquela mesma posição e sentiu saudades.
- Você se importaria de me deixar sozinho, Cris? – ele perguntou, sem olhar para ela.
- Claro... Vou precisar sair um pouco, mas volto logo. Você está bem... pra ficar sozinho aqui?
   Ele não respondeu.
- Eu volto logo...
   Cristina saiu do quarto, angustiada.


                    LEONEL (REENCARNAÇÃO) III – CAPÍTULO 3
                                     “DE VOLTA AO CASARÃO”
              O AMOR DE DEUS É IMENSO! USUFRUA DELE COM AMOR,
                                         AMANDO SEU IRMÃO.
                               OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                      PELA PIEDADE, PELO AMOR E PELAS BÊNÇÃOS!
                                           BOM DIA E OBRIGADA!

Velucy
Enviado por Velucy em 27/07/2020
Código do texto: T7017918
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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