A Chuva Que Limpa

A chuva caía, lenta, lavando o concreto sujo da cidade. Dentro do quarto, eu observava pingos, os punhos cerrados, a mente pesada. O calor do dia ainda queimava na memória, os gritos abafados, o caos ainda incomodava. Agora, a água fria trazia um alívio áspero, como um remendo no tempo. Respirava fundo, sentindo o peito se reconstruir. Poucas pessoas valiam a pena, pensava. O resto era tormento. A chuva seguia caindo, renovando tudo.

26.03.2025

Dennis de Oliveira Santos
Enviado por Dennis de Oliveira Santos em 26/03/2025
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