Corta-Vento

Abro os olhos. Ainda ouço o barulho do corta-vento caindo no chão, a mesma calçada em que estou. Levanto-me. Em instantes irão me encontrar. Sei que irão o encontrar. Só não sei dizer se ele irá pagar. Se pudesse, eu mesmo o destruiria. Pena que não posso fazer mais nada, e, mesmo que pudesse, seria pouco causar-lhe arrepios e pesadelos. É pouco, e eu sou boa demais. A vítima perfeita.