Os visitantes do quinto céu

Da pequenez e partícula, avisto sem fronteira um novo céu.

Vasto quintal de cercas, poucas, flores e infernos em vielas e jardins.

Homogênea mistura de seres, homens e dimensões.

O sol deste recinto é pouco.

Enquanto viajo em letras, mutações no desconhecido.

Cercam me olhos distintos, camuflagem de crianças, descem e sobem, como em plataformas de velhos trens.

Uns são belos e modestos, outros, velhos temporais.

Não há um caos no universo, ali mesmo é o quinto céu.

A nova casa será de uma formosura florida.

Entre as veredas que não vejo, passeia a perfeição do cosmo.

Daqui a pouco uma nave pousará em minha alma.

Não finda a estrada que faz curva.

Daquela janela , contempla se um deus, a pintura que não cessa.

Seus dedos movem a vida.

No próximo tempo, os relógios ruirão.

A terra é um passeio, só um dia de ilusão.

Da pequenez e partícula...

João Francisco da Cruz