Metamorfoses do meu eu
Caminho por trilhas desconhecidas,
Descobertas fantásticas e coloridas.
Um dia, fui menina de cabelos escuros,
Olhos castanhos e sonhos puros.
Apaixonada, amante em segredo,
Brincava entre árvores, cheia de medo.
No corre-corre, encontrava um pote,
Meus olhos brilhavam, guardavam o mote.
Apaixonada pelo mistério escondido,
Ingênua, não sabia do coração atrevido.
Mas o pote desapareceu,
E o que a menina viveu?
Olhos castanhos, lindos, profundos,
Ficaram na memória, marcando mundos.
O tempo passou, e a ousada chegou.
A menina virou mulher, cabelos dourados,
Faíscas vivas, desejos ousados.
Destemida, pulava muros altos,
Vivia a vida, encarava assaltos.
"Ela era louca", diziam por aí,
Mas seu fogo ardia até o "psiu" surgir.
A vida jogava suas peças,
E ela enfrentava, mesmo com as promessas.
Agora surge outra face, iluminada pelo sol,
Uma mulher segura, atrevida, sem anzol.
Ela é dona de si mesma,
Tão faceira quanto intensa.
A vida virou uma dança,
E nela, a criança ainda balança.
O pote perdido permanece na lembrança,
E mesmo com lágrimas, há esperança.
Cada passo é moldado pela intensidade,
Um jogo de busca, paixão e saudade.