Metamorfoses do meu eu

Caminho por trilhas desconhecidas,

Descobertas fantásticas e coloridas.

Um dia, fui menina de cabelos escuros,

Olhos castanhos e sonhos puros.

Apaixonada, amante em segredo,

Brincava entre árvores, cheia de medo.

No corre-corre, encontrava um pote,

Meus olhos brilhavam, guardavam o mote.

Apaixonada pelo mistério escondido,

Ingênua, não sabia do coração atrevido.

Mas o pote desapareceu,

E o que a menina viveu?

Olhos castanhos, lindos, profundos,

Ficaram na memória, marcando mundos.

O tempo passou, e a ousada chegou.

A menina virou mulher, cabelos dourados,

Faíscas vivas, desejos ousados.

Destemida, pulava muros altos,

Vivia a vida, encarava assaltos.

"Ela era louca", diziam por aí,

Mas seu fogo ardia até o "psiu" surgir.

A vida jogava suas peças,

E ela enfrentava, mesmo com as promessas.

Agora surge outra face, iluminada pelo sol,

Uma mulher segura, atrevida, sem anzol.

Ela é dona de si mesma,

Tão faceira quanto intensa.

A vida virou uma dança,

E nela, a criança ainda balança.

O pote perdido permanece na lembrança,

E mesmo com lágrimas, há esperança.

Cada passo é moldado pela intensidade,

Um jogo de busca, paixão e saudade.

Felipe Mattos e Sofia
Enviado por Felipe Mattos em 19/03/2025
Código do texto: T8289059
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