Estrelas

As estrelas não sussurram destinos,

São frações binárias espectroscópicas,

Nos entremeios variáveis das ondas,

Emanam brilhos ofuscantes,

Quando já não vivem mais,

A lua vermelha se esconde nas nuvens,

Na timidez de seu papel na Cosmologia,

O céu está tão distante de um toque,

Da terra somos seres tão pequenos,

Na insignificância da mortalidade,

No vazio da compreensão galática,

Nosso olhar só alcança um black-out,

Ocultando mistérios inimagináveis,

Segredos que só os astronautas veem,

Nos equinócios que lhes recepcionam,

Queria estar em um caça T-65 X-Wing,

Clássico da Aliança Rebelde Star Wars,

Ultrapassando a borda azul da terra,

Perpassando o brilho das auroras boreais,

Voar o hiperespaço na velocidade da luz,

Cruzando o cosmos na meta-realidade,

Onde os sonhos espraiam ficção tangível,

De multiversos narrativos paralelos,

Entre Anos-luzes e Antimatérias,

Observando o tempo congelar,

E se mover no efeito coriolis,

Como cristais de neve no microscópio,

Belas estrelas artesanais de gelo,

Com a pujança da singularidade,

Manobrando na curva de dobras espaciais,

Entre meteoros e satélites naturais,

Planetas, nebulosas e buracos negros,

Encontrando na astrofísica um sentido,

Uma explicação para cada existência,

Nos fenômenos além da atmosfera,

No azimute de um segundo perdido,

Girando na espiral de campos magnéticos,

Fugindo às partículas imantadas,

No devir de constelações mitológicas...