VERSOS QUE FLUEM ROUCOS

Flor até deflores cordas que toco.

Corda até recordes flores que soco.

Toco a flor, recordo florires.

Toco as cordas, refloresto rires.

Tenho irmão meio porquinho-da-índia...

Antes mais sensível a ternurinhas,

Hoje pai consegue ser amor até nas fímbrias,

pois no centro há o irmão que o acarinha.

E assim, meio Bandeira, meio barroco,

Sinto que meus poemas fluem roucos.

Há desgaste de voz e nesta velha noz

Saltam joões dos pulos n'águas de foz.

Camilo Jose de Lima Cabral
Enviado por Camilo Jose de Lima Cabral em 26/09/2020
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