Cura e libertação
 Perdão e arrependimento
 Na maioria das vezes, as doenças físicas são acometidas devido às doenças emocionais e estas comumente estão relacionadas às questões espirituais. Ou seja, são doenças surgidas a partir de praticas espirituais que vão ao desencontro dos fundamentos bíblicos e evangélicos como, por exemplo, falta de perdão e de arrependimento.

 

Há um único Deus e nome acima de todas as coisas, é o nome de Jesus. Somente ele pode nos curar, pode libertar-nos de todos os males físicos, psíquicos e espirituais que nos aprisiona causando-nos doenças. Somente o nome de Jesus tem o poder de nos curar.

 

Jesus é o filho de Deus, o Deus Filho que veio ao mundo para que a palavra de seu Pai fosse anunciada, e a ele foi dado toda autoridade do Pai para que fossemos libertos tanto da escravidão do pecado como da escravidão das doenças físicas, emocionais e espirituais.

 

O pecado, torna-nos escravos e através da cura, por meio do perdão somos libertos. Mas, para que esta cura, para que esta libertação aconteça é necessário que tomamos posse por inteiro da sua palavra, não apenas como ouvintes, mas que acreditamos e colocamos em prática dentro de nosso coração com atos e obediência a sua Palavra. Entre este atos e ações, cito dois de fundamentais importâncias; o perdão e o arrependimento.

 

Perdão: Grande parte de nossas enfermidades estão relacionadas à falta de perdão. E quando falamos em perdão podemos citar três tipos de perdão: O perdão a Deus; o perdão aos irmãos e o perdão a nós mesmos

 

Perdoar a Deus; Deus, não precisa de nosso perdão, mas perdoar a Deus significa, perdoar ressentimentos que carregamos dentro de nós, por situações vividas que nos traz de alguma forma, profundas magoas que sentimos de Deus, por determinados momentos, experenciarmos sua ausência em momentos que mais precisamos dele. Magoa de Deus, por não achar justo que Ele permite nos acontecer e, então, sentimos traídos por Ele.

 

É muito comum, ficarmos revoltados com Deus, por não ter nos atendido quando mais precisamos dele seja numa situação de perda, ou de doenças. Sendo assim, é essencial que perdoamos Deus, para que sintamos o coração aliviado. Como disse anteriormente, Deus não aumenta ou diminuiu com nossa atitude de perdoa-lo, no entanto, nós, somos curados, libertos quando sentimos em nós esta reconciliação com Ele, sendo assim, precisamos perdoá-lo para sentir seu amor nos envolver.

 

Perdoar nossos irmãos; A oração do Pai Nosso diz: “...perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido...”. Pois bem, como que posso pedir a Deus que me perdoe, que me cure, que me liberte se não perdoo aquele que me ofendeu? Ou seja, preciso ter a atitude de perdoar para que também possa sentir o perdão de Deus para meus pecados contra meu irmão.

 

Perdoar a nos mesmos; é muito comum, não aceitamos como somos, sentindo-nos cheio de defeitos, sentimentos de rejeição, repletos de complexos de inferioridade. Outras vezes, praticamos pecados e não conseguimos nos perdoar e assim, fechamos-nos para a graça de Deus. Quando isto ocorre acabamos escancarando a porta para a entrada do inimigo que nos joga ainda mais para dentro de um abismo, dentro de uma prisão, fazendo-nos sentir indiferentes para com Deus. Quantas e quantas vezes, dizemos que não merecemos o amor de Deus, por isto, por aquilo? Enfim, é preciso perdoar a nós mesmo e acreditar que o amor de Deus é maior que as nossas misérias e que Ele nos ama intensamente.

 

Jesus na maioria de suas curas, primeiramente, perdoava os pecados e somente após, realizava as curas, lembramo-nos da cura do paralítico que foi descido pelo telhado. Foi a sua autoridade de perdoar que levou os sumos sacerdotes encontrarem motivos para matá-lo, alegando que ele blasfemara ao perdoar os pecados com a autoridade de Deus.

 

O perdão nos leva a reconciliação com Deus, com o irmão e conosco, nos purificando dos males, e isto, leva-nos novamente a um estado de graça, fator fundamental para cura e libertação.

 

Pois bem, perdoar a Deus, perdoar aqueles que nos tenham feitos mal e perdoar a nós mesmos é um grande passo para que sejamos curados e libertos de toda ação do mal sobre nós, no entanto, nada disto faz sentindo se não há o arrependimento e mudança de atitude em nosso pedido de perdão.

 

Arrependimento: o pedir perdão ou perdoar-nos, não é uma atitude que surge no momento de proferir as palavras, mas é algo que nasce do coração a partir de um arrependimento. Ou seja, não basta dizer perdôo se o perdão não brota de um arrependimento profundo. Quantas vezes, ouvimos a frase: “Eu perdoo, mas, não me arrependo do que fiz, do que falei...” Que perdão é este! se dentro do meu coração mantém a certeza de que minha atitude de pecado foi correta? O arrependimento, por si só, é um ato de reconhecer que não deveria agir como agiu. Enfim, se na verdade, não reconheço que fiz algo que não deveria ter feito, mesmo que peça perdão, não significa que verdadeiramente perdoei, pois não me arrependi. Perdoar é um gesto de mudança de atitude e de pensamento, mas sobretudo de arrependimento.

 
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Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 14/11/2011
Reeditado em 15/11/2011
Código do texto: T3335945
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